sábado, 18 de maio de 2019
domingo, 28 de abril de 2019
sábado, 27 de abril de 2019
PARA QUE SERVEM AS CIÊNCIAS HUMANAS?
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terça-feira, 16 de abril de 2019
domingo, 14 de abril de 2019
NAZISMO: DIREITA OU ESQUERDA?
HITLER,
Adolf. Mein Kampf. Disponível em <https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=dGFyZGluLm5ldHxmaXNpY2F8Z3g6MWE1MTdkOTNlZjcxMTVkMw&fbclid=IwAR0EwgKwujIMEvjSWrMxA7EY1Dt3sSrHuMkf-8kxR20PzgpYWRKF5S0V5rk>.
Acesso em 13 de abril de 2019.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
domingo, 31 de março de 2019
MAPA MENTAL - POVOS PRÉ-COLOMBIANOS
O termo pré-colombiano é frequentemente utilizado especialmente no contexto das grandes civilizações indígenas das Américas, como as da Mesoamérica (os olmecas, os toltecas, os teotihuacanos, os zapotecas, os mixtecas, os astecas e os maias) e dos Andes (os incas, moches, chibchas, cañaris).
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domingo, 24 de março de 2019
quinta-feira, 21 de março de 2019
domingo, 17 de março de 2019
domingo, 24 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
sábado, 9 de fevereiro de 2019
O PROBLEMA DE ENSINAR FILOSOFIA EM TEMPOS DE ESCOLA SEM PARTIDO
Os ataques sofridos pela
filosofia desde suas origens até nossos dias levaram e ainda levam muitos
pensadores e educadores a refletir sobre ela e seu ensino. Isso significa que a
própria filosofia constituiu- se em um problema filosófico, pois seu ensino
apresenta diversas questões problemáticas que devem ser abordadas tanto do
ponto de vista da reflexão pedagógica como da perspectiva filosófica,
notadamente no que se refere a seus “quês”, “comos”, “porquês” e “para quês”.
Quando um professor ou uma
instituição de ensino deve decidir sobre que tipo de curso de filosofia seria
possível desenvolver com seus alunos, todas essas questões vêm à tona. Quando
se elabora um livro também. E nós sabemos que a didática não é neutra. Isso
significa que, antes de fazer nossas escolhas, devemos investigar atentamente
os pressupostos das propostas pedagógicas que se apresentam (ou daquela que já
adotamos), buscando explicitar seus objetivos, recortes de conteúdo,
estratégias e recursos postos em jogo. Tudo isso não são problemas menores.
No debate ATUAL sobre esses
aspectos, podemos dizer simplificadamente que, entre as diversas alternativas
existentes, há TRÊS enfoques pedagógicos que representam a prática de ensino da
filosofia: o tradicional, o renovado e o de falso moralismo. Esta última prática
é defendida pela escola sem partido, seguidores de místico Olavo,
terraplanistas e neonazistas de esquerda.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
QUESTÕES ENEM DE INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS
ENEM 2012
O que o projeto
governamental tem em vista é poupar à Nação o prejuízo irreparável do
perecimento e da evasão do que há de mais precioso no seu patrimônio. Grande
parte das obras de arte até mais valiosas e dos bens de maior interesse
histórico, de que a coletividade brasileira era depositária, têm desaparecido
ou se arruinado irremediavelmente. As obras de arte típicas e as relíquias da
história de cada país não constituem o seu patrimônio privado, e sim um
patrimônio comum de todos os povos. ANDRADE, R. M. F. Defesa do patrimônio
artístico e histórico. O Jornal, 30 out. 1936. In: ALVES FILHO, I. Brasil, 500
anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad, 1999 (adaptado).
A criação no
Brasil do Serviço do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (SPHAN), em 1937,
foi orientada por ideias como as descritas no texto, que visavam
A) submeter a
memória e o patrimônio nacional ao controle dos órgãos públicos, de acordo com
a tendência autoritária do Estado Novo.
B) transferir para
a iniciativa privada a responsabilidade de preservação do patrimônio nacional,
por meio de leis de incentivo fiscal.
C) definir os
fatos e personagens históricos a serem cultuados pela sociedade brasileira, de
acordo com o interesse público.
D) resguardar da
destruição as obras representativas da cultura nacional, por meio de políticas
públicas preservacionistas.
E) determinar as
responsabilidades pela destruição do patrimônio nacional, de acordo com a
legislação brasileira.
Resposta: D
A criação do Serviço do Patrimônio Histórico
Artístico Nacional (SPHAN), em 1937, tinha como objetivo proteger o patrimônio
artístico e histórico brasileiro. Essa instituição surge durante o Estado Novo
(1937-1945), período no qual o governo autoritário de Getúlio Vargas tinha como
pano de fundo o nacionalismo e patriotismo, que valorizava o patrimônio
histórico e artístico nacional como forma de preservar a identidade e a memória
da nação.
ENEM 2016
TEXTO I
TEXTO II
A eleição dos
novos bens, ou melhor, de novas formas de se conceber a condição do patrimônio
cultural nacional, também permite que diferentes grupos sociais, utilizando as
leis do Estado e o apoio de especialistas, revejam as imagens e alegorias do
seu passado, do que querem guardar e definir como próprio e identitário. ABREU,
M.; SOIHET, R.; GONTIJO, R. (Org.). Cultura política e leituras do passado:
historiografia e ensino de história, Rio de Janeiro Civilização Brasileira,
2007
O texto chama a
atenção para a importância da proteção de bens que, como aquele apresentado na
imagem, se identificam como:
A) Artefatos
sagrados.
B) Heranças
materiais.
C) Objetos
arqueológicos.
D) Peças
comercializáveis.
E) Conhecimentos
tradicionais.
Resposta: E
A questão nos
remete à valorização e reconhecimento de práticas tradicionais que configuram
patrimônio cultural imaterial. De acordo com o IPHAN (Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional), “os bens culturais de natureza imaterial dizem
respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em
saberes, ofícios e modos de fazer.”
ENEM 2015
A Unesco condenou a destruição da antiga capital
assíria de Nimrod, no Iraque, pelo Estado Islâmico, com a agência da ONU
considerando o ato como um crime de guerra. O grupo iniciou um processo de
demolição em vários sítios arqueológicos em uma área reconhecida como um dos
berços da civilização. Unesco e especialistas condenam destruição de cidade
assíria pelo Estado Islâmico.
Disponivel em: http://oglobo.globo.com. Acesso em:
30 mar. 2015 (adaptado).
O tipo de atentado descrito no texto tem como
consequência para as populações de países como o Iraque a desestruturação do
A) homogeneidade cultural.
B) patrimônio histórico.
C) controle ocidental.
D) unidade étnica.
E) religião oficial.
Resposta:
B
Nimrod, mesmo não sendo a atual capital do Iraque,
tem o título de patrimônio histórico, visto a importância cultural que tem para
o mundo. A sua destruição por parte do Estado Islâmico (ISIS) teve um grande
impacto na comunidade internacional, que condenou o evento como um crime de
guerra.
ENEM 2014
Queijo de Minas vira patrimônio cultural
brasileiro O modo artesanal da fabricação do queijo em Minas Gerais foi
registrado nesta quinta-feira (15) como patrimônio cultural imaterial
brasileiro pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan). O veredicto foi dado em reunião do conselho
realizada no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte. O presidente do Iphan
e do conselho ressaltou que a técnica de fabricação artesanal do queijo está
“inserida na cultura do que é ser mineiro”. (Folha de S. Paulo, 15 maio 2008)
Entre os bens que compõem o patrimônio
nacional, o que pertence à mesma categoria citada no texto está representado
em:
Resposta: C
O Patrimônio Cultural Imaterial
Brasileiro esta associado, nestes casos específicos, aos métodos, produção,
técnicas e não ao produto em si. O jeito e o caminho que se percorre para
chegar ao produto é o que está sendo valorizado. Porém, devemos ter muito
cuidado pois, como cultura imaterial também podemos exemplificar músicas.
ENEM 2013
No
dia 1º de julho de 2012, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do
mundo a receber o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem
Cultural. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 36.ª Sessão do Comitê do
Patrimônio Mundial. O presidente do Iphan explicou que “a paisagem carioca é a
imagem mais explícita do que podemos chamar de civilização brasileira, com sua
originalidade, desafios, contradições e possibilidades”. A partir de agora, os
locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações
integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. Disponível em:
www.cultura.gov.br. Acesso em: 7 mar. 2013 (adaptado).
O
reconhecimento da paisagem em questão como patrimônio mundial deriva da
A)
presença do corpo artístico local.
B)
imagem internacional da metrópole.
C)
herança de prédios da ex-capital do país.
D)
diversidade de culturas presente na cidade.
E)
relação sociedade-natureza de caráter singular.
Resposta: E
No ano de 2012, a cidade do Rio de Janeiro passou a ser
considerada pela UNESCO Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural. Essa relação
entre a cidade carioca e a paisagem é marcada pela relação entre a sociedade e
a natureza estabelecida no sítio da cidade, ou seja, uma integração entre sua
população e o local de moradia e transito dessas pessoas.
ENEM 2010
As ruínas do povoado de Canudos, no sertão
norte da Bahia, além de significativas para a identidade cultural, dessa
região, são úteis às investigações sobre a Guerra de Canudos e o modo de vida
dos antigos revoltosos. Essas ruínas foram reconhecidas como patrimônio
cultural material pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional) porque reúnem um conjunto de
A) objetos arqueológicos e paisagísticos.
B) acervos museológicos e bibliográficos.
C) núcleos urbanos e etnográficos
D) práticas e representações de uma sociedade.
E) expressões e técnicas de uma sociedade
extinta.
Resposta: A
A Guerra de Canudos foi um dos primeiros e mais importantes
movimentos messiânicos a eclodir no Brasil no final do século XIX. Ocorrido em
um contexto de revoltas populares na primeira república, representa uma fase
importantíssima da história do Brasil. Dessa maneira, a conservação de sua
memória é essencial e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
- IPHAN tem como função preservá-lo. Assim, a conservação de objetos
arqueológicos e paisagísticos são essenciais como fonte histórica para preservação
de memória e produção de pesquisas de um povoado que foi praticamente destruído
no período.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
AS MULHERES NA REVOLUÇÃO FRANCESA
![]() |
| A marcha das mulheres para Versalhes, gravura do século XVIII |
“Não fiz a guerra como mulher,
fiz a guerra como um bravo!”, declarou Marie-Henriette Xaintrailles em carta ao
imperador Napoleão Bonaparte. Indignada por lhe recusarem pensão de
ex-combatente do Exército “porque era mulher”, ela lembrou que, quando fez sete
campanhas do Reno como ajudante de campo, o que importava era o cumprimento do
dever, e não o sexo de quem o desempenhava.
Madame Xaintrailles não foi um
caso isolado. Em 1792, quando a França declarou guerra à Áustria, voluntárias
se alistaram no Exército para lutar ao lado dos homens contra as forças da
coalizão austro- prussiana que ameaçavam invadir o país. Muitas se apresentaram
com identidades falsas e disfarçadas de homem. Além de conseguirem se alistar,
protegiam-se do risco da violência sexual. [...]
Não se conhece o número exato de
mulheres-soldados durante o período revolucionário francês (1789-1799). Há
oitenta casos registrados nos arquivos parlamentares, militares e policiais.
As irmãs Fernig, com 17 e 22
anos, foram exceções: eram nobres, e combateram vestidas de homem no Exército
do general Dumouriez (1739- -1823), na fronteira da atual Bélgica. Fora da
batalha, passeavam com roupas de mulher e carabina ao ombro. Tornaram-se
heroínas nacionais.
De todo modo, as soldadas
encarnavam as virtudes republicanas. Não era pouco. Por essa razão, Liberté
Barreau e Rose Bouillon figuravam na Coletânea de Ações Heroicas e Cívicas dos
Republicanos Franceses, publicada em 30 de dezembro de 1793. [...]
Sacrificaram-se pela pátria sem esquecer as virtudes de seu sexo. Eis aí o
grande mérito. Numa República marcada por apelos à moral, as mulheres-soldados
contribuíram com um modelo de comportamento feminino positivo.
REFERÊNCIA:
MORIN, Tania Machado. Revolução Francesa e
feminina. Revista de História da Biblioteca Nacional, 8 dez. 2010.
sábado, 17 de novembro de 2018
domingo, 4 de novembro de 2018
ALGUÉM DÊ UM OSCAR PARA O TEMA DA REDAÇÃO DO ENEM
Prof. Douglas Barraqui
“Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de
dados na internet”
O tema da redação do Enem 2018
fou atual e mais específico que em anos anteriores. A princípio, para aquele
aluno mais desavisado, pode até parece um tema fácil, mas ao mesmo tempo por possibilita
uma série de leituras, se torna complexo. Assim, com uma temática ampla, coube
ao aluno o papel de delimitar o tema a partir dos textos bases propostos pelo
Enem e desenvolver a proposta de intervenção.
Esse tema permitiu que várias
questões pudessem ser abordados: a privacidade nas redes sociais; a maneira como os seus
dados são usados pelos provedores; Como seu comportamento pode ser manipulado. e como você é, e se torna conhecido.
Para uma boa redação eu acredito que o aluno precisa trabalhar quatro palavras norteadoras a partir dos
textos base: manipulação, comportamento, usuário e internet. O aluno poderá
ainda inferir sobre o marketing dirigido e sobre como disponibilizamos
informações nas redes sociais. O aluno pode levantar discussões sobre o Marco
Civil da internet que prevê um ambiente de privacidade, neutro e de liberdade
de expressão.
Embora o tema não tenha relação
direta com as notícias falsas, mas sim com a manipulação de dados dos usuários,
isso não impede que o aluno traga as fake news como ferramenta de manipulação com
um tom moral, enganar alguém.
ALUSÕES HISTÓRICAS QUE PODERIAM
SER FEITAS:
Ø Terceira
fase da Revolução Industrial e a telemática (união da telecomunicação com a
informática) e a Terceira Revolução Tecnológica e o advento da internet.
Ø A
criação da internet em 1969, nos Estados Unidos. Chamada de Arpanet, essa rede
pertencia ao Departamento de Defesa norte-americano. Tinha como função
interligar laboratórios de pesquisa nos EUA.
Ø O
exemplo histórico de manipulação o caso Cambridge Analytica, ocorrido em 2016,
em que a empresa britânica utilizou informações acessíveis pelo Facebook para
promover a candidatura do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
ALUSÕES SOCIOLÓGICAS E FILOSOFICAS QUE PODERIAM SER FEITAS:
Ø A
maneira como o algoritmos de sites e aplicativos agem de forma coercitiva sobre
nós: captam aspectos e dados pessoais e criam uma bolha, um simulacro de lugar
confortável, em que músicas, postagens, páginas são sugeridas ao usuário,
fazendo, assim, com que ele perca autonomia de escolha e seja submisso e
influenciável.
Ø “As
redes sociais deram voz a uma legião de imbecis". (Umberto Eco)
Ø “Tornou-se
chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”. (Albert
Einstein)
Ø Edgar
Morin e o conceito de “Cultura de massas no século XX: o espírito do tempo”:
"Cultura de massa” é produzida segundo as normas maciças de fabricação
industrial; propagada pelas técnicas de difusão maciça (...) destinando-se a
massa social, isto é um aglomerado gigantesco de indivíduos compreendidos aquém
e além das estruturas internas da sociedade.
Ø
Conceito de “cultura de massas” na internet como
um fenômeno específico
do contexto do capitalismo pós industrial, marcado pela forte influência dos
meios de comunicação de massa.Características:
1)
Produção em larga escala,
2)
Consumismo,
3)
Padronização das mercadorias,
4)
Uniformização dos indivíduos,
5)
Maior homogeneização dos indivíduos
6)
Grande influência da mídia e do mercado.
Ø
Adorno e Horkheimer na obra “Dialética do
esclarecimento”, pondera que Tanto os meios de
comunicação quanto a produção cultural servem para manipular a alienar dentro
da lógica de mercado do capitalismo.
Ø
Hannah
Arendt em seu livro “A crise da cultura” (1972), Acusa o mercado e a mídia de
se valerem do entretenimento como forma de dominação e alienação cultural ao
incentivarem o consumismo.
Ø
Outras questões possíveis de serem cooptadas e
inseridas no texto:
1) O indivíduo não é um sujeito, mas sim um objeto,
cujo capacidade crítica se encontra atrofiada e controlada pelos algoritmos .
2) Obediência a padrões predeterminados (novelas e
filmes obedecem a dicotomias simplistas e maniqueístas: mocinho, o heroi, e o
vilão; o mocinho que se apaixona pela mocinha e todos viveram felizes para
sempre.
3) Sensacionalismo: “sociedade do espetáculo” conceito
criada pelo filósofo francês Guy Debord, em que a verdade ficcional se sobrepõe
à realidade de fato. Nessa sociedade Vídeos, imagens e notícias produzidas,
curtidos e compartilhados como ferramenta de manipulação do comportamento do usuário
da internet.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
DESVENDENDO A VERDADEIRA HISTÓRIA POR DE TRÁS DA SÉRIE VIKINGS
Prof. Douglas Barraqui
O PARAÍSO DOS GUERREIROS
Valhalla é claramente um #paraíso
#militar ou uma extensão postmortem da vida dos grupos de guerreiros da
Escandinávia antiga, #vikings. Lá em Valhalla esses guerreiros, outrora caídos
em combate, comem diariamente à mesa do seu senhor e patrono – neste caso Odin
– são servidos por mulheres ou valquírias e combatem todos os dias. Trata-se de
um tipo de vida aristocrática que seria normal no mundo antigo e que encontra
eco na tradição literária, a exemplo do
poema Beowulf: onde o herói é convidado
a juntar-se ao banquete no salão real e é servido pela rainha. E da perspetiva
de um guerreiro, a morte resume-se de fato a duas opções: cair com valentia no
campo de batalha ou falecer na cama como um inválido, um triste e vergonhoso
fim.
É uma ética heroica que atravessa
várias culturas, do Japão à Grécia antiga, onde Aquiles teve que escolher
entre uma vida longa destinada ao esquecimento ou uma morte prematura, mas com glória
imortal. Para alguns nórdicos, esse tipo de glória daria acesso à elite
militar que eram os guerreiros de Odin, onde podiam continuar a exercer as
virtudes militares com que se tinham destacado em vida.
Mas quais eram as crenças dos que
não tinham na guerra a sua principal ocupação? Que ideias havia sobre o além
entre aqueles que se dedicavam acima de tudo à pesca, à agricultura, ao
comércio ou às artes domésticas?
A MORTE
Freyja e Odin partilhavam os que
faleciam em batalha, terá havido também quem acreditasse que, chegada a #morte,
seria recebido no salão ou reino de outro deus ou deusa? Por exemplo, terá Thor
sido visto como uma divindade que acolhia alguns dos seus devotos?
Há um indício disso na Edda
Poética, uma coleção de poemas em nórdico antigo preservados inicialmente no
manuscrito medieval islandês Codex Regius, onde, na estrofe 24, é dito que Odin
recebe os nobres caídos em combate, enquanto Thor fica com os servos.
Dado que o poema é um confronto
verbal entre os dois deuses, não é seguro que o verso seja reflexo de uma
crença pré-cristã genuína, podendo não passar de uma mentira ou de um exagero
com fins literários. Mas um exagero não tem que ser inteiramente falso, pelo
que pode tratar-se de uma hipérbole ou deturpação com uma base real: a de que,
entre os agricultores nórdicos, havia quem acreditasse que seriam recebidos por
Thor depois da morte. É uma hipótese e apenas isso, dado que a escassez de
informação e a natureza da fonte não nos permite certezas. Mas a ser verdade,
talvez tenham existido crenças semelhantes sobre outras divindades – como Tyr
(deus dos combates patrono da justiça), Ullr (deus da caça) ou Frigg (Esposa de
Odin mãe de Thor e madrasta de Loki é a deusa da fertilidade, do amor) – embora
não haja dados suficientes para concretizar essa hipótese de um modo
sustentado.
FUNERAL
A imagem icónica de um funeral
nórdico pode ser a de um barco em chamas lançado ao mar com um ou mais corpos,
mas é difícil perceber até que ponto essa ideia é verídica. A prática parece
ser referida por Procopius, um autor bizantino do século VI, e figura ainda na
tradição literária, embora nunca tenha estado no norte da #Europa e a segunda
possa ser um caso de memória romanceada. Faltam encontrar esse vestígio
arqueológico, que provavelmente nunca serão encontrados.
De acordo com os vestígios
existentes, a cremação era a prática mais comum, havendo um número
comparativamente pequeno de campas onde os corpos foram apenas enterrados. Mas
isto refere-se ao número total de sepulturas e, se organizarmos os dados de
forma #geográfica e cronológica, deparamo-nos com diferentes padrões: em Vendel
e Valsgärde, a norte de Estocolmo, diversas pessoas foram enterradas em barcos
entre os séculos VI e VIII, enquanto na Dinamarca, durante o mesmo período, a
cremação terá sido a norma, exceto na ilha de Bornholm. Na Noruega, a cremação
parece ter sido a norma, havendo, no entanto, um número elevado de enterros em
campas rasas em Kaupang. A construção de câmaras fúnebres, por exemplo, registra-se
na Escandinávia pelo menos desde os séculos imediatamente anteriores à Idade Viking,
que teve início por volta do ano 790.
As embarcações forneciam a
terceira opção para o enterro. Um ou mais corpos eram depositados dentro de um navio
juntamente com oferendas e os restos mortais de #vítimas sacrificiais, sendo
depois cobertos com uma colina de terra. Em alguns casos, o mastro terá ficado
exposto e o conjunto podia ser enriquecido com pedras erguidas em redor ou com
vias processionais. É disso exemplo a sepultura de Groix, em França, mas uma
das embarcações fúnebres mais conhecidas é a de Oseberg, no sul da Noruega,
onde duas mulheres foram enterradas dentro de um barco de trinta remos por
volta do ano 835.
A postura dos corpos dentro dos túmulos é outro elemento onde se registra diversidade de
práticas, uma vez que nem todos foram simplesmente deitados à semelhança do que
é hoje comum. Nas campas rasas, muitos foram encontrados numa posição supina ou
fetal, como se estivessem a dormir, havendo até, em alguns casos, vestígios de
almofadas e mantas. Surgem também exemplos de corpos em posturas pouco naturais
que terão exigido alguma forma de mutilação e até casos em que foi colocada uma
pedra em cima dos restos mortais. Já em algumas câmaras e, mais raro, em alguns
navios fúnebres, os corpos terão sido sentados, destacando-se, nesse aspecto,
duas sepulturas de Birka onde um homem e uma mulher foram colocados ao colo um
do outro.
REFERÊNCIAS:
Desvendando os vikings: estudos
de cultura nórdica medieval. Johnni Langer, Munir Lutfe Ayoub (Orgs.). – João
Pessoa: Ideia, 2016. 218p.
terça-feira, 10 de abril de 2018
O CORAÇÃO DE UM EDUCADOR PARTIDO, MAS AINDA ESPERANÇOSO
Prof. Douglas Barraqui
Hoje pude presenciar uma
cena que me trouxe várias
reflexões: alunos de duas escolas da Grande Vitória de ensino fundamental I,
uma particular de grande porte e outra pública, coincidentemente, se
encontraram no mesmo restaurante.
Os alunos da escola
particular correram para fazer o prato. Em um balcão farto entre arroz e
macarrão; entre frango, bife de boi e bisteca suína; e entre uma fartura de vários
tipos de legumes e folhas, eles puderam escolher. Puderam escolher inclusive o
que beberiam: suco natural, feito na hora, refrigerante, água com gás ou
natural com limão e gelo. Os alunos da escola pública esperaram sentados o “prato
feito”: um pouco de arroz, feijão, macarrão e uma carne. Os pequenos da escola
pública nada beberam.
Notei ainda que, embora
todos uniformizados, predominava os tênis de marca entre os alunos da escola
particular e as sandálias de dedo entre os alunos da escola pública. Nas mãos
dos alunos da rede privada celulares e iPads de última geração. Nas mãos dos
alunos da escola pública nada além de um folheto amassado.
Ali sentados, em mesas
diferentes, brincavam, riam, conversavam entre si e trocavam olhares. E eu,
como professor, me peguei a refletir:
O QUE PENSARAM ESSAS
CRIANÇAS QUANDO SE ENCONTRARAM?
COMO SE SENTIRAM?
DE CLASSES SOCIAIS TÃO
DISTINTAS, QUE FUTURO ESPERA ESSAS CRIANÇAS?
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