sábado, 8 de janeiro de 2011

A “ciência” de Hitler: por um bem maior

Por Douglas Barraqui

INTRODUÇÃO

"A ciência se compõe de erros que, por sua vez, são os passos até a verdade."  (Julio Verne) "

Se formos pensar sobre a ótica da ética, a ciência produzida na Alemanha nazista de Hitler foi um show de monstruosidade que de nada perde para os filmes de terror hollywoodianos, repugnante aos olhos de uns, grotesco a de outros.

Os relatos e registros dos experimentos mostram que causaram dor, humilhação e mortes terríveis às pessoas. Alguns lembram somente dos judeus, mas houveram ainda os ciganos, homossexuais, anões, negros, portadores de necessidades físicas e mentais e tantos outros tidos como raça inferior ou inimigos do regime.

Quem eram os responsáveis por essas ditas “pesquisas”? Alguns os chamam de sádicos, mas eles se declaravam como cientistas e é certo que leigos não eram. Muitos dos “doutores de Hitler” se formaram nas academias mais tradicionais do mundo e, podemos dizer com exatidão, antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha, este país já era uma liderança em inovações científicas.

O fato é que a ciência desumana de Hitler deixou um extenso legado, que recentemente vem sendo trazido à luz por novas pesquisas historiográficas. Quais seriam as heranças de “pesquisas” que ceifaram vidas humanas em nome de uma dita ciência? O que foi e o que houve com a ciência sob a égida do nazismo? São essas algumas das perguntas que pretendo responder nas linhas que se seguem meu caro leitor.
                                                                                                    
Hitler e o entusiasmo pela ciência

"Após a guerra, a elite científica levou o país à liderança nos ramos de balística, química, aviação e construção de foguetes." (Helmut Maier, pesquisador do Instituto Max Planck)

Adolf Hitler foi veterano da Primeira Guerra. Em combate foi ferido por gás que lhe causou cegueira temporária. Conheceu na pele o poder da ciência aplicada no poder bélico. Ao alcançar o poder não mediu esforços e fez da ciência um dos sustentáculos da “nova Alemanha”.

Havia um problema: Hitler era um leigo, admirava a ciência, mas sabia pouco dela: "Hitler não era devidamente instruído em ciência. Ele apenas seguia seu instinto, seu feeling", diz o historiador alemão Joachim Fest, um dos mais importantes biógrafos do líder nazista.

No alto de seu egocentrismo Hitler se considerava um cientista de vanguarda, sendo um entusiasta quanto à teoria da “higiene racial”, uma teoria científica que defendia a eliminação dos genes não arianos do povo alemão. É claro que não podemos nos esquecer que Hitler não era alemão, mas sim austríaco.

"O povo alemão é um só corpo, mas a sua integridade está ameaçada. Para manter a saúde do povo, é preciso curar o corpo infestado de parasitas". Em seu livro intitulado Mein Kampf  (traduzido para o português como Minha Luta), de 1925, Hitler lançou as bases que seriam amplamente utilizada para o progresso da teoria da “higiene racial”. Os tais parasitas que Hitler faz menção eram os judeus. Onde esta a ciência nisso?  Em nenhum lugar. Hitler de fato acusava os judeus de serem os causadores da crise econômica que assolava a Alemanha e os mesmos deveriam se expurgados. A ciência que Hitler pregava era fruto de uma simbiose entre ideologia e ciência. E no limiar da ascensão de um dos maiores nomes da história, já estava difícil diferenciar o que era ciência e o que era ideologia, onde começava uma e terminava a outra.

Cientistas sobre a égida de Hitler

A medicina, um ramo da ciência, em especial aderiu muito bem a doutrina de limpeza dos “parasitas” judeus. Já em 1933, 44,8 % dos médicos alemães eram filiados ao partido nazista era, dizem os pesquisadores, a profissão de maior representatividade entre todas as profissões. Muito além de favoráveis a “higiene racial” os médicos eram também anti-semita. E quando em 1934 a lei de esterilização compulsória dos qualificados na época como doentes físicos e mentais foi promulgada, os médicos não hesitaram em implementá-la imediatamente.  O resultado foi à esterilização de mais de 350 mil pessoas à força entre os anos de 1934 e 1945. Resumindo era a ciência sendo utilizada como instrumento para concretização dos planos ideológicos de Hitler.

Uns podem ser culpados por se silenciarem outros ainda não tiveram dúvidas em aderir ao nazismo e ao ideário de “higiene racial”. As vésperas da Segunda Grande Guerra, em 1939, apenas os cientistas “mais fortes”, assim considerados pelo regime nazista, puderam ficar no país. Dentre eles segue abaixo alguns dos nomes que fizeram da ciência instrumento da máquina ideológica do nazismo e ao mesmo tempo conseguiram deixar um legado fundamental para a ciência de hoje:

Fritz Haber

Abril de 1915, Primeira Grande Guerra, planície de Ypres, na fronteira da Bélgica com a França. Soldados do exército francês se encontravam entrincheirados e estavam prontos a enfrentar um inimigo chamais enfrentado antes, impossível de vencê-lo. Alguns batem em retirada outros permanecem parados e estarrecidos sem saber o que fazer. Era o oponente mais mortal que enfrentavam o gás cloro.

Minutos antes da arma mortal em forma de nuvem esverdeada e amarelada varrer o ar e ceifar vidas a tropa Pionierkommando 36, batalhão formado por cientista vestindo uniformes militares e máscaras de gás abriram 730 cilindros, com cerca de 100 quilos cada de gás cloro. Essa tropa era liderada pelo Prêmio Nobel de Química Fritz Haber.

A nuvem de gás cloro demonstrou um poder devastador sobre as tropas inimigas, corroendo pulmões e causando cegueira. Quando então a nuvem letal se dissipou o saldo era de 10 mil mortos e 5 mil feridos. Nenhum comando alemão tinha conseguido tal sucesso em batalha.

O gás cloro permitiu que a Alemanha prolongasse a Primeira Grande Guerra. Mas a técnica de fixação de amônia a partir do nitrogênio do ar utilizada na criação explosivos por Haber, hoje permite que se produzam alimentos para bilhões de pessoas no desenvolvimento de fertilizantes.

Ironicamente Haber, que era um judeu, acabaria demitido pela Alemanha de Hitler e muitos de seus parentes acabariam mortos pelo mesmo gás que ele desenvolveu.

Max Karl Ernst Ludwig Planck

Max Planck pai da física quântica, foi também presidente da Kaiser Wilhelm Institute hoje Instituto Max Planck, foi até Hitler em 6 de maio de 1933. seu objetivo era evitar a demissão do amigo judeu Fritz Haber, o mesmo que comandara a primeira tropa de gás da história na Primeira Guerra. Bem recebido por Hitler, Planck argumentou que haveriam diversos tipos de judeus, alguns valiosos e outros inúteis para a Alemanha. O Führer lhe respondeu:  "Se a ciência não pode passar sem judeus, teremos de nos haver sem a ciência!"  e Haber acabou demitido, morrendo em 1934 de enfarto. Planck optou por permanecer na Alemanha, mesmo não concordando com a ideologia nazista. Todavia em meio ao clima que se seguiu, em 1937, deixou seu emprego e quando seu filho Erwin, em 1944, foi executado após se envolver em um plano frustrado para assassinato do Führer, já havia se mudado da Alemanha.

Max Planck descobriu a constante fundamental, batizada de Constante de Planck, usada para traçar cálculos da energia do fóton. Foi igualmente responsável pela descoberta da lei de radiação térmica, intitulada de Lei de Planck da Radiação, que lançaria as bases para a Teoria Quântica que surgiria anos depois com a colaboração de Niels Bohr e Albert Einstein.

Albert Einstein

"A conduta dos intelectuais alemães como grupo não foi melhor que a de uma ralé", afirmou Albert Einstein. Prêmio Nobel de Física em 1921, Einstein é responsável pelo desenvolvimento da Teoria da Relatividade. Seu trabalho teórico propiciou a utilização e o desenvolvimento da energia atômica.

Einstein era um judeu optou por sair da Alemanha em março de 1933, um mês antes da expulsão de todos os descendentes dos judeus do funcionalismo público alemão.

Julius Hallervorden

Hallervorden, em 1944, possuiu a maior coleção de cérebros humanos que qualquer outro colecionador excêntrico do planeta.  Hallervorden foi responsável por um projeto médico que diagnosticava a lebensunwertes leben, ou "vida indigna de viver". As pessoas, doentes mentais em sua grande maioria, que recebessem esse diagnóstico estavam condenados à morte por eutanásia.

"Escutem, colegas, já que vocês vão matar toda essa gente, pelo menos arranquem os cérebros deles", disse Hallervorden. E em 1944 ele contava com a coleção de 697 cérebros. Em meio a coleção seu favorito era de uma menina cuja mãe fora envenenada acidentalmente, durante a gravidez, por gás.

Foi graças à sua suntuosa coleção de cérebros que Hallervorden pode desenvolver uma série de estudos do ramo neurológico que favoreceram a medicina atual.

August Hirt

O médico da renomada Universidade de Estrasburgo, August Hirt, dava preferência a cabeças inteiras, corpos inteiros ao invés de somente cérebros. E essas cabeças tinham que ser necessariamente de judeus. Sua encomenda bizarra está devidamente documentada: 115 judeus que foram devidamente executados em junho de 1943 e enviados a Estrasburgo. Dois meses depois chegariam novos carregamentos com cerca de 80 corpos, eles seriam usados para estudos anatômicos para determinação da superioridade do povo ariano.

Os estudos promovidos pelo médico “carniceiro” August Hirt, contribuíram de forma incontestável para os estudos de anatomia humana e favoreceram direta e indiretamente a medicina atual.

Sigmund Rascher

"Sou, sem dúvida, o único que conhece por completo a fisiologia humana, porque faço experiências em homens e não em ratos". Era o que dizia com ar de orgulho Sigmund Rascher, responsável pelo campo de concentração de Dachau. Ali ele se utilizava de cobaias humanas vivas para seus experimentos.

Rascher era bem quisto e protegido por Heinrich Luitpold Himmler, outro entusiasta das pesquisas "científicas" a ponto de fazer dos terríveis experimentos em câmaras de baixa pressão, seu show de horrores particular, para os quais forneceu dezenas de prisioneiros em maio de 1941. Os resultados foram uma verdadeira carnificina: das cerca de 200 cobaias humanas que passaram pelas câmaras de pressão até maio de 1942, 80 morreram durante os testes. Outros ainda tiveram seu cérebro dissecado enquanto ainda estavam vivos para que o médico pudesse observar as bolhas de ar que se formavam nos vasos sanguíneos.

Rascher ainda fez experiências sobre hipotermia e descobriu que aquecendo o pescoço de uma vítima de naufrágio em águas geladas suas chances de sobrevivência aumentam significativamente. Foram graças a esses experimentos que os coletes salva-vidas de hoje em dia são desenhados para aquecer o pescoço.


Joseph Mengele

Joseph Mengele talvez tenha sido o “cientista” mais carniceiro de Hitler: seus experimentos custaram à vida de cerca de 400 mil pessoas em Auschwitz. Mengele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gêmeos, jogou pessoas em caldeirões de água fervente, amputou membros de prisioneiros, dissecou anões vivos e coletou milhares de órgãos em seu laboratório. Após a Guerra, conseguiu escapar e viveu escondido no Brasil até sua morte, em 1979. Oficialmente, teria comprado sua fuga com anéis de casamento e dentes de ouro que retirava dos cadáveres judeus.



PESQUISAS

Tabagismo / câncer

Berlim, na década de 1940, foi a primeira cidade do mundo a adotar medidas anti-tabagismo, que serviram de base para as adotadas nos dias atuais. Na época os nazistas eram os únicos que detinha conhecimento cientifico necessário para implementá-las.

O fumo era proibido em todas as áreas públicas de Berlim, isso incluía escritórios públicos e privados e salas de espera. Se pego fumando em um dos vagões de trem para não-fumantes a pessoa seria multada.

O fato é que os nazistas foram pioneiros nos estudos estatísticos que comprovaram a relação intrínseca entre o hábito de fumar e o câncer de pulmões, é o que nos mostra Robert Proctor, historiador da ciência e professor da Universidade Stanford, nos EUA, e autor de The Nazi War on Cancer ("A Guerra Nazista contra o Câncer", sem tradução em português).

É até uma ironia pensar que a origem de uma das maiores descobertas médicas do século 20 esteja relacionada a um efeito psicológico da doutrina de higiene racial. A esse efeito Proctor chamou de paranóia homeopática. "Os nazistas tinham pavor de agentes minúsculos que poderiam corromper o corpo alemão. Eram obcecados por ar limpo, comida natural e um estilo de vida saudável." Foi o que direta e indiretamente contribuísse para que os nazistas desenvolvessem pesquisas criteriosas sobre o câncer. "O mesmo fanatismo que nos deu Mengele também nos deu a preciosa pesquisa antitabagista. A verdade é que a política científica nazista foi muito mais complexa que a maioria das pessoas imagina",  nos diz Proctor.

Frio


O médico John Hayward, da Universidade de Victoria, no Canadá, que estuda os efeitos do frio no corpo humano a fim de salvar vidas não viu outra saída a não ser utilizar os dados das pesquisas nazistas. Criticado ele se defende: “Eu não queria ter de usar os dados nazistas. Mas não existem outras opções para a minha pesquisa. Nem nunca existirão num mundo ético".

 Fosfogênio

Outro caso polêmico envolveu a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) na regulamentação da utilização do fosgnio, também chamado fosfogênio, é um gás tóxico e corrosivo de fórmula COCl2. O fosgênio é muito utilizado hoje na fabricação de plásticos e pesticidas e em 1989, os especialistas da (EPA) foram chamados a definir regras para a utilização do fosgênio. Como os únicos estudos conhecidos, detalhados e minuciosos sobre os efeitos do fosgênio em seres humanos haviam sido produzidos em experiências nazistas durante a Segunda Guerra. A EPA então decidiu por utilizar os dados nazistas ao por em risco vidas de americanos.

Química

As pesquisas químicas alemãs eram pioneiras: O país inventou a aspirina e a novocaína (anestesia usada por dentistas) e desenvolveu fertilizantes, corantes e microscópios muito mais baratos e eficientes. Foi um dos setores que mais se envolveram com o nazismo - a ponto de o maior conglomerado farmacêutico do mundo na época instalar uma fábrica dentro do campo de concentração de Auschwitz. Posteriormente esse mesmo conglomerado farmacêutico formariam as empresas Basf, Bayer e Hoechst.

Matemática

Os nazistas associaram o raciocínio matemático abstrato ao judaísmo, o que é um erro, mas assim o substituíram pela chamada “verdade empírica concreta” ou “intuição nórdica”.

Biologia

Os biólogos alemães desenvolveram pesquisas pioneiras no campo da genética, o que faz com que até hoje o campo seja visto com reservas naquele país. De 1933 e 1938, o financiamento para pesquisas aumentou em 10 vezes. Biólogos trabalhavam com relativa tranqüilidade - apenas 14% deles foram perseguidos.

Física

A mecânica quântica e a relatividade talvez tenha sido as idéias mais revolucionárias da física alemã. Todavia, 25% do total de físicos deixaram o país, entre eles 6 vencedores de prêmios Nobel. Semdo, portanto, um dos ramos da ciência mais prejudicada com a ascensão do nazismo.

Anatomia

Para muitos especialistas em anatomia o Atlas Pernkopf, produzido com base na dissecação de corpos de 1377 prisioneiros, é o melhor trabalho ilustrado sobre anatomia humana já realizado na história. Para outros é um livro controverso e póstumo que ao lado de suásticas trás a seguinte frase: "feliz conjunção de ilustradores brilhantes e corpos de criminosos executados"




Ezoteria “ciências” místicas

Nigel Pennick, em “As ciências secretas de Hitler”, mostra que o nazismo foi um fenômeno que exterminou milhões de pessoas com base em uma tentativa mágica de alterar o mundo. Seus atos de guerra e genocídio fazia na verdade parte de um ritual de preparação do mundo para uma raça superior de humanos dotados e esplendidos poderes psíquicos, trata-se de super-homens. Pennick demonstra como os princípios ocultos do conhecimento esotérico serviu de criação para uma das mais violentas doutrinas políticas da história. Demonstra ainda que as raízes do ocultismo nazista está escondida nas tradições esotéricas da chamada “ciência fronteiriça”, teosofia (um corpo de conhecimento que sintetiza Filosofia, Religião e Ciência) e nacionalismo místico.

Segundo o autor a Ahnenerbe, uma organização voltada para a preservação das antigas sociedades ocultas alemãs e o estudo das tradições mágicas, era quem patrocinava os estudos em cosmologia não-ortodoxa, crenças pagãs, habdomancia, geomancia e astronomia. O objetivo final era utilizar esse conhecimento para viabilizar a expansão do Terceiro Reich.

CONCLUSÃO

Há um dilema que envolve ética, humanidade confrontados com a luz da ciência. Michael Kater, uma das maiores autoridades em ciência alemã nazista diz: "Os dados são péssimos. Não havia livros de controle, métodos estatísticos nem repetição de experimentos em condições similares. Eles não têm uso nenhum para a ciência".

Robert Lifton, entrevistou os doutores nazistas, e diz também ter razões para duvidar da validade das experiências. "Os médicos nazistas usavam como assistentes prisioneiros do campo, gente muito mais preocupada com a própria sobrevivência do que com a acuidade das pesquisas", diz. "Mas qualquer dado que sirva para poupar sofrimento humano deve ser usado." Ambos, no entanto, defendem a utilização das pesquisas nazista pela ciência.

Alguns dizem ainda que a utilização e a exposição de tantos atos desumanos cometidos deixa a impressão de que, em pleno século 21, o nazismo arrastou a ciência para o arcabouço da idade das trevas. Essa visão esta sendo recentemente mudadas a luz de novas pesquisas historiográficas . Novos estudos revelam uma realidade muito mais complexa escondia nos porões, nos campos de concentração e nas salas de pesquisas, atrocidades e absurdos científicos do nazismo.

Concordamos então em chamar as pesquisas de Hitler de pseudociência.  Mas, se aquilo não era ciência então que essas pesquisas sejam agora, uma vez o mundo tendo superado as atrocidades nazista, utilizadas pela ciência para um bem muito maior. E para que milhões de vidas não tenham sido ceifadas em vão.

Bibliografias relacionadas e consultadas


CORNWELL, John. Os Cientistas de Hitler. Editora Imago, 2003.

LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors. Basic Books, EUA, 2000.


MÜLLER-HILL, Benno. Murderous Science. Cold Spring Harbor Lab Press, EUA, 1988.

PENNICK, Nigel. As ciências secretas de Hitler. H & E Vol. 01.  1981

SPITZ, Vivien. Doctors from Hell. Sentient Publications, EUA, 2005.

PROCTOR, Robert N. The Nazi War on Cancer. Princeton University Press, EUA, 2000.

Site do United States Holocaust Memorial Museum (Museu Memorial do Holocausto dos EUA) www.ushmm.org

Super Interessante. Doutores da Agonia. Disponível em: http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_127934.shtml#top. Acesso em 8 de janeiro de 2011.

7 comentários:

Professor Josimar disse...

A partir de agora você tem um novo seguidor. Seu blog é absolutamente excelente. Informação com credibilidade, textos bem escritos e interessantes. Parabéns. Está convidado para visitar e seguir meu blog também. Abraço e sucesso.

DoUgLaS BaRrAqUi disse...

Questões sobre o texto: “ciência” de Hitler: por um bem maior


PERGUNTAS:
1) Na defesa de uma “raça” superior, o arianismo, o nazismo perseguiu e tirou a vida de milhões. Quem era perseguido? Explique o motivo de acordo com a teoria da higiene racial.

2) "O mesmo fanatismo que nos deu Mengele também nos deu a preciosa pesquisa antitabagista.” Pode-se tirar alguma coisa de valioso dos experimentos desumanos e outros, tanto quanto, macabros dos cientistas de Hitler? Cite exemplos desses cientistas, o que fizeram e sua contribuição para a ciência.

3) Entre a medicina, química, matemática, biologia, física, anatomia, entre outros destaque os principais avanços da ciência graças a ciência dos nazistas.

4) Alguns dizem que a utilização e a exposição de tantos atos desumanos cometidos deixa a impressão de que, em pleno século 21, o nazismo arrastou a ciência para o arcabouço da idade das trevas. Mas, se aquilo não era ciência então que essas pesquisas sejam agora, uma vez o mundo tendo superado as atrocidades nazista, utilizadas pela ciência para um bem muito maior, para que milhões de vidas não tenham sido ceifadas em vão. Na sua opinião é válido usar as atrocidades nazistas pelo bem da ciência? Justifique sua resposta.

DoUgLaS BaRrAqUi disse...

Questões sobre o filme O Grande Ditador de Charles Chaplin:

1) Pesquise sobre o filme e faça a ficha técnica do mesmo com as seguintes informações:
Título do filme em português – Título original do filme – Diretor – Ano de lançamento – Principais atores – País em que foi feito – Tempo de duração – e uma sinopse com no mínimo 10 linhas.

2) Analise o trecho final do filme, em que o barbeiro judeu confundido com Hynkel é levado para fazer um discurso sobre a guerra que se iniciava. Reflita e comente sobre a mensagem que Chaplin quis deixar com esta cena.

3) Analise a cena em que Hynkel brinca com o globo terrestre. Que crítica Charles Chaplin faz nesta cena?

4) Qual cena do filme mais te impactou? Por que?

NICODEMOS D. JONATAS disse...

VC PODE DISPONIBILIZAR OS LIVROS UZADOS NESSE ARTIGO EM PDF

Anônimo disse...

Mentiras de lixo holocau$tico contra o povo alemão, nada mais! Uma porcaria de um judaizado!

criswinkler disse...

Essa de injetar tinta azul nos olhos é uma grande bobagem. Isso nunca aconteceu, foi tirado de um livro de fábulas escrito por dois prisioneiros no final da guerra. Mengele era médico e não um idiota para fazer coisas desse genero.

DoUgLaS BaRrAqUi disse...

Amigo anônimo e criswinkler,
o ceticismo, que é aquela postura de dúvida é importante, mas não pode se transformar em um extremo. Vocês tem todo direito de duvidar e isso é importante, mas a dúvida deve ser seguida de uma busca pela verdade. Recomendo a leitura:
CORNWELL, John. Os Cientistas de Hitler. Editora Imago, 2003.

LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors. Basic Books, EUA, 2000.


MÜLLER-HILL, Benno. Murderous Science. Cold Spring Harbor Lab Press, EUA, 1988.

PENNICK, Nigel. As ciências secretas de Hitler. H & E Vol. 01. 1981

SPITZ, Vivien. Doctors from Hell. Sentient Publications, EUA, 2005.

PROCTOR, Robert N. The Nazi War on Cancer. Princeton University Press, EUA, 2000.