quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
Resenha da obra “Cinema e História” de Marc Ferro
Por Douglas Barraqui
“Cinema e
História” é um livro do historiador francês Marc Ferro. Trata-se de uma das
obras singulares e, em até certo grau inaugural, do campo dos estudos da
relação entre o cinema e a história. Nesta obra o autor nos mostra de que
maneira há uma inter-relação entre as produções cinematográficas e a história.
O livro é
dividido em catorze capítulos em que Marc Ferro analisa o processo de produção de
filmes e a influencia política e social que eles culminaram. Para isso o autor
usa como exemplo filmes como: “O Encouraçado Potemkin”, “O judeu Suss”, “A
grande ilusão”, “M - o vampiro de Dusseldorf”, “O terceiro homem”, entre
outros.
No Capítulo I –
“coordenadas para uma pesquisa” – o autor vai nos dizer que entre o cinema e a
história as interferências são múltiplas. Desde quando o cinema se tornou uma
arte, ele foi usado para intervir na história. Com os avanços tecnológicos,
como advento da câmera super 8, o cinema se tornou muito mais ativo como agente
de uma tomada de consciência social. “Medir ou avaliar a ação exercida pelo
cinema é difícil”, nos diz Marc Ferro.
A intervenção do
cinema é exercida por meio de um certo número de modos de ação que faz do filme
uma ferramenta eficaz, e seria ilusão imaginar que essa prática cinematográfica
é inocente. “Assim como toda produção cultural, toda a ação política, toda
indústria, todo filme tem uma história que é História, com sua rede de relações
pessoais, seu estatuto dos objetos e dos homens, onde privilégios e trabalho
pesados, hierarquias e honras, encontram-se regulamentados [...]”
Neste capítulo
primeiro, portanto, Marc Ferro quer nos mostrar em que pontos o cinema promove
sua interveção, eixos a serem seguidos para quem se interroga sobre a
inter-relação entre cinema e história: 1. Inicialmente como agente histórico;
2. Por um certo número de modos de ação que torna o filme eficaz e operatório;
3. Pela utilização e a prática de modos de escrita específicas o filme se torna
uma arma de combate; e 4. Leitura histórica do filme e leitura cinematográfica
da história.
No capítulo II –
“O Cinema, agente da história” – Marc Ferro analisa uma filmagem de oito
minutos de um campo de concentração para presos políticos na União Soviética. Embora
os soviéticos tenham classificado o filme como uma falsificação grosseira, segundo
o autor, pelas características da filmagem, tratava-se de um curta realizado
para testemunhar.
No capítulo III
– “O poder soviético e o cinema” – “O cinema é um instrumento que se impõe por
si mesmo, é o melhor instrumento de propaganda. ‘apoderar-se’ do cinema,
‘controlá-lo’, ‘dominá-lo’, essas são expressões encontradas constantemente em
Trotski, Lenin, Lunatcharski. [...] ‘O cinema deve ser um contraponto para os
atrativos do álcool, da religião, (...) a sala de cinema deve substituir o
boteco e a igreja, deve ser um suporte para educação das massas.’” Segundo Marc ferro, de fato, e originalmente
era o que defendiam esses dirigentes soviéticos e eles não deixaram de perceber
a importância do cinema. Porém, vai nos dizer Ferro, esse cinema não deixou de
ser autônomo.
Capítulo IV –
“Sobre o antinazismo americano (1939-1943)” – neste capítulo o autor destaca
que enquanto a França não havia uma decisão certa de quem era o inimigo, se era
o nazismo ou o comunismo, nos EUA o inimigo já era certo, mesmo antes de 1939.
Quando declarada a guerra Roosevelt deu instruções para uma produção
cinematográfica voltada para a glorificação e exaltação dos valores americanos.
Marc Ferro destaca ainda que um estudo sobre a ideologia americana através do
cinema, nos anos de guerra, deveria se concentrar em certos grupos de filmes
como: filmes antinazistas, filmes antijaponeses, os grande sucessos de
bilheteria, filmes que justificavam a aliança com a União Sociética e filmes
realizados por ex-comunistas.
Capítulo V –
“Existe um cinema antimilitarista?”
Marc Ferro vai
nos dizer que os filmes antimiritaristas, frequentimente paródicos ou
marginais, abordam a singularidade do militarismo: o espírito militar, o
ridículo e a ingenuidade dos seus dogmas. Uma outra tradição estigmatiza os
excessos da disciplina militar. O autor elabora sua análise a partir de filmes
como: “sem novidade no front”, “morte sem glória”, “a um passo da eternidade”,
“King and Country” entre outros.
Capitulo VI –
“As funções encadeadas de o judeu Süss”
Neste capítulo
Marc Ferro analisa o filme "O Judeu Süss", de Veit Harlan. Filme que
foi lançado no Festival de Veneza em 1940. O filme oferecia tudo o que a
propaganda nazista desejava: técnica apurada, uma história melodramática de
amor e uma orientação antissemita – Veit Harlan sempre negou que tivesse
querido fazer um filme anti-semita.
Segundo Marc
Ferro no filme há quatro funções bem encadeadas nesse filme que fomentam um
condensado da doutrina nazista: 1º quando a câmera deixa o emblema do duque e
se dirigi para o emblema hebraico, pendurado em uma loja do gueto; 2º
quando Süss se barbeia para
visitar o duque, a fusão mostra a
transformação do seu rosto e dos seus trajes;
3º quando Süss despeja sobre a escrivaninha do duque as moedas de ouro
que se metamorfoseiam em bailarinas, e 4º quando condenado e encarcerado Süss
retoma seu semblante de outrora. O que está implícito nestas quatro funções é
que o judeu tem duas caras: a do gueto, que não engana sobre sua natureza
subumana e a da cidade, que ilude pela aparência, mas nem por isso é menos
nocivo.
Capítulo VII – “Sobre a entrevista em Ophuls, Harris e Sedouy”
Le Chagrin et la Pitié é um documentário franco-suiço produzido por Marcel Ophüls, André
Harris e Sedouy, e esta obra marca uma espécie de Revolução de Outubro: por um
lado pela sua repercussão, sem dúvida ligada ao tema do filme, por outro lado
pela sua orientação. Este documentário suscitou uma agitação variável segundo a
ideologia do espectador. Para Marc Ferro, esse sucesso se deve sem dúvida às
qualidades excepcionais da realização do
filme. O que, segundo Marc, não foi suficientemente observado. Na verdade os
autores teriam utilizados um procedimento antigo, porém, de uma nova maneira:
as entrevistas.
Capítulo VIII – “Um combate no filme O Terceiro Homem”
O Terceiro Homem é um dos filmes que marca um movimento que viria a
posterior se transformar em uma onda cinematográfica. Trata-se de um filme
rodado nos esgotos de Viena ocupada e dividida. O filme romantiza a partilha da
Europa no pós-guerra e ao mesmo tempo revelou a crueldade dos agentes
clandestinos que estavam na cidade. Marc Ferro, ao analisar o filme, descreve
essa tragédia política, escrita no contexto espiritual da Guerra fria.
Tratava-se de uma obra anticomunista, embora, nem sempre explicitada, portanto,
bem realizada, nos diz Marc Ferro.
Capítulo IX – “Dupla acolhida para A Grande Ilusão”
A Grande Ilusão, nos diz Marc Ferro, terá uma “dupla acolhida”: o filme mostrava uma realidade da história que
não estava na luta entre as nações, mas sim na luta de classes, e logo, a
guerra não deveria ter razão de ser; todavia, outras interpretações sobre o
filme, mostram que seu conteúdo não deixa de ser ambíguo.
Capítulo X – “Sobre três maneiras de escrever a história”
Nos diz Marc
Ferro: “O historiador tem por função primeira restituir à sociedade a História da
qual os aparelhos institucionais a despossuíram. Interrogar a sociedade, pôr-se
à sua escuta, esse é em minha opinião o primeiro dever do historiador.”
Marc Ferro diz
que Em lugar de se contentar com o utilização de arquivos, o historiador
deveria antes de tudo criá-los e contribuir para a sua constituição: filmar,
interrogar aqueles que jamais têm direito à fala, que não podem dar seu
testemunho. O historiador, nos diz o autor, tem por dever despossuir os
aparelhos do monopólio que eles atribuíram a si próprios e que fazem com que
sejam a única fonte da história. Não satisfeitos em dominar a sociedade, esses
aparelhos (governos, partidos políticos, Igrejas ou sindicatos) acreditam ser
sua consciência. “O historiador deve ajudar a sociedade a tomar consciência
dessa mistificação.”
Capítulo XI – “O
filme: uma contra-análise da sociedade?”
“Seria o filme
um documento indesejável para o historiador? [...] o filme não faz parte do
instrumento mental do historiador”, é o que nos diz Marc Ferro: na verdade “o
cinema ainda não era nascido quando a historia se constituía, aperfeiçoou seus
métodos.”
No começo do
século XX era visto, pelos”espíritos superiores”, como uma “máquina de
idiotilização e de dissolução, um passatempo de iletrados, de criaturas
miseráveis exploradas por seu trabalho”.
A própria noção de tempo histórico mudou, o trabalho do historiador
mudou e a história se transformou e o filme continua na porta do laboratório.
Capítulo XII – “Ficção e realidade no cinema: uma greve na antiga
Rússia”
Neste capítulo
Marc Ferro destaca Alexandre Nevski e Andrei Rublev, obras primas que foram
capazes de reproduzir o passado de uma forma “exemplar”. Ferro destaca que os
filmes cuja ação é contemporânea das filmagens não constituem apenas um
testemunho do imaginário da época, eles conseguem também transmitir até nós a
imagem real do passado. E vai nos dizer Ferro, isso também serve para as obras
de ficção.
Capítulo XIII –
“tchapaiev: a ideologia stalinista através de um filme”
Marc Ferro
analisa o filme Tchapaiev, de 1934, que, sob a aparência de um filme que fazia
a apologia do regime, "revelou os traços profundamente tradicionalistas da
ideologia stalinista".
Capítulo XIV –
“Lenda e história: o encouraçado Potemkin”
Mark Ferro
analisa o filme “O Encouraçado Potemkin” de Sergei Eisenstein, de 1925. Ferro
considera essa obra como fruto de seu tempo, de uma ideologia e que possui uma
relação temporal peculiar com o próprio argumento contido no filme. Trata-se de um filme carregado de ideologia,
um filme revolucionário e sua justificativa acaba sendo coerente com seu tempo
histórico. Ferro considera que a pouca distância entre o tempo do filme e o
tempo de sua idealização garante uma qualidade maior e uma fidelidade histórica
também maior.
Conclusão
Marc Ferro, portanto,
se tornou um pioneiro e, ao mesmo tempo, uma referência dentro do universo da
historiografia do que podemos chamar de relação cinema/história. O livro Cinema
e História é uma contribuição impar para o campo da historiografia, e coloca
Ferro no hall dos grandes
historiadores da atualidade.
Fecho essa
conclusão com um trecho do livro: “[...] analisar no filme tanto a narrativa quanto o cenário, a escritura,
as relações do filme com aquilo que não é filme: o autor, a produção, o
público, a crítica, o regime de governo. Só assim se pode chegar à compreensão
não apenas da obra, mas também da realidade que ela representa.”
Referência
FERRO, Marc. Cinema e
História. Tradução Flavia
Nascimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/31796658/Marc-Ferro-Cinema-e-Historia.
Acesso em 08 de março de 2013.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Arquitetura Egípcia
Para meus caros leitores e queridos alunos hoje separei algumas páginas da revista "Egito" da editora escala. A revista não trouxe em suas páginas uma grande discussão sobre o tema, mas sim informações que, mesmo factuais e pormenorizadas, são interessantes para construção do conhecimento histórico.
FONTE: EGITO: RELIGIÃO E SOCIEDADE. EDITORA ESCALA. ANO ?
domingo, 8 de dezembro de 2013
Contra a iniciativa privada dos ricos que é contra a propriedade privada dos pobres
Por Diogo Costa
Por boa parte do
tempo em que morei em Washington, da janela do meu apartamento eu via a imagem
ao lado.
Uma
casa de dois andares pressionada por dois gorilas de prédios. A
construtora dos prédios havia tomado todo o quarteirão, menos aquela casa, que
ali permanecia excêntrica e anacrônica. Fiquei curioso. Por que só aquela
construção não havia sido demolida para dar espaço a novos projetos
milionários? O dono de uma loja de conveniência do outro lado da rua me deu a
resposta: por causa do direito à propriedade privada. A construtora que
comprou todos os imóveis do quarteirão não conseguiu convencer um proprietário
específico a se desfazer do seu. Nem os US$2 milhões que ela supostamente
ofereceu conseguiram derrubar o direito do dono.
Difícil
imaginar o motivo da recusa. Aquele era um trecho antes habitado quase que
exclusivamente por pessoas de baixa renda. Não deve ter sido difícil fazer uma
proposta que parecesse irrecusável a cada morador. Por que apenas um sujeito
resistiu? Queria dizer que era por um passado romântico como o do velhinho
do UP. Mas a coisa foi mais ordinária. Uns me disseram que ele
pretendia abrir um negócio. Outros, que estava apostando na valorização futura
do seu imóvel.
O
bonito da história é que não importa o motivo. Ele não teve que se justificar
perante um tribunal ou um conselho comunitário. Não teve que demonstrar como a
preservação da sua casa geraria externalidades positivas para o resto da
cidade. Bastou dizer "não, obrigado". A propriedade privada lhe
serviu de escudo. Nem todo o poder econômico foi capaz de retirar a casa do seu
dono. E lá a casa se mantém: feia, desperdiçada, debochada, mas de pé como um
dedo do meio aos que quiseram destruí-la.
Iniciativa
privada não é a mesma coisa que propriedade privada. A sua propriedade
serve de barreira às ambições invasivas da minha iniciativa. O escritor G.K.
Chesterton sabia disso. Ele escreveu em The Outline of Sanity de
1927 que "um batedor de carteiras é obviamente um fomentador da
iniciativa privada. Mas seria talvez um exagero dizer que um batedor de
carteiras é um fomentador da propriedade privada."
De
batedores de carteira em 1927 para Eike Batista em 2012. No ano passado, o
município de São João da Barra, RJ começou a desapropriação de 401
propriedades (número oficial) numa área de 70 milhões de metros quadrados.
Famílias e fazendas deveriam ser removidas para que o terreno fosse ocupado
pelos empreendimentos do grupo EBX. Peço que vejam esse vídeo (4:19) mostrando
o processo de remoção:
No
otimismo de um ano atrás, o sujeito responsável pelo processo de desapropriação
afirmava que a instalação da EBX traria benefícios para os agricultores e para
seus filhos — o conhecido argumento de que para se fritar uma omelete é preciso
antes quebrar alguns ovos. E agora, tantos ovos quebrados e nem
vai haver óleo para fritar a omelete.
A
apresentadora do telejornal do vídeo ainda apresenta o problema como um dilema
entre "produtores rurais que vivem ali" e o
"desenvolvimento batendo à porta". Um verbo mais apropriado seria
"arrombando". Bater à porta é o costume de uma civilização que entende
os limites da propriedade privada, de visitantes que esperam pelo convite do
dono da casa para poderem entrar. Onde se bate à porta, empresas têm de
negociar com os proprietários, não com o governo do estado. Onde se bate à
porta, a polícia age em proteção à nossa propriedade, não a serviço de quem
paga mais. Onde se bate à porta, uma única casa pode ser a exceção aos mais
magníficos projetos de construção civil. Onde se bate à porta não se batem
carteiras.
Políticos
prometem cestas e bolsas para os pobres; prometeram
"auxílio-produção" aos desapropriados. Mas negam aos pobres
exatamente aquilo que pode fazer com que eles não dependam mais de cestas nem
de bolsas: o direito de serem donos das suas coisas. Em vez disso, os pobres
permanecem dependentes de favores na época de eleições, de decisões políticas
tomadas em gabinetes fechados, da boa vontade do judiciário e de deliberações
intermináveis travadas em conselhos comunitários.
No
vídeo, o Sr. Manoel Toledo faz (2m30) um comovente depoimento de dignidade
através da produção: "a única coisa que eu não vou aceitar é sacolão
de comida, que eu nunca precisei de sacolão de comida de ninguém".
Dar ao pobre o direito de ser dono de suas coisas é lhe conferir o
direito de não ser dominado, chantageado. "Os direitos de propriedade
podem munir uma pessoa com segurança pessoal, escreve John Tomasi em Free
Market Fairness, "cidadãos com esses direitos sabem que eles podem se
agarrar a alguma coisa que não pode ser tirada deles."
Ao
investigar as consequências econômicas da falta de direito de propriedade entre
as populações mais pobres do continente, Hernando de Soto se projetou como
o mais influente economista sul-americano da sua geração. Só nas terras que os
latino-americanos possuem de fato, mas não de direito, De Soto descobriu que os
pobres da América Latina estavam sentados em cima de quase 10 bilhões de
dólares. Sem título de propriedade, não podiam capitalizar em cima desse valor.
Se
o governo do estado do Rio realmente quiser avançar o bem-estar das famílias
pobres, deve sair da contramão. Em vez de desapropriar terras em favor das
empresas mais ricas do país, deveria expandir projetos de concessão de títulos
de propriedade a moradores das áreas mais pobres do estado. É o que o
Projeto Cantagalo está fazendo em Copacabana. E é o que deveria ser feito por
todo o Brasil.
O
problema da forma que se conduz o capitalismo, dizia Chesterton, "é que se
tem pregado a expansão dos negócios em vez da preservação dos pertences. O
melhor que conseguem fazer é disfarçar o batedor de carteiras com as virtudes
do pirata."
No
Brasil de Eike e na Inglaterra de Chesterton, o mesmo problema esvazia os
bolsos e a dignidade dos pobres: o capitalismo é privilégio dos ricos e o
socialismo é a promessa dos pobres. Chesterton sabia que a solução não era
socialismo para todos. Lembrava que "o comunismo apenas resolve o problema
de se bater carteiras proibindo as carteiras." A solução era, e ainda é,
capitalismo para os pobres. E capitalismo começa com propriedade privada.
Diogo Costa é presidente do Instituto Ordem
Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG.
Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a
Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram
em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo.
Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre
em Ciência Política pela Columbia University de Nova York. Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com
domingo, 10 de novembro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
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