sábado, 26 de março de 2016

QUESTÕES DISCURSIVAS - REVOLUÇÃO DE AVIS E EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA

QUESTÃO 01
“O movimento revolucionário teve início em dezembro de 1383, quando foi assassinado o Conde Andeiro, líder da nobreza favorável à Castela, o que precipitou a invasão castelhana sobre o território português e a pronta reação dos partidários de Avis. Estes derrotaram os invasores em Atoleiros e, em 1384, venceram-nos definitivamente em Aljubarrota. O novo rei de Portugal, D. João I, foi coroado em 1385, iniciando o governo da Dinastia de Avis”. (Cláudio Vicentino. As origens de Portugal)

Qual a importância da Revolução de Avis na história de Portugal?


PONTOS GERAIS:
·         A revolução de Avis (1383-1385) foi um marco na História de Portugal porque acabou com o que ainda restava de feudalismo em Portugal,

·         Consolida o processo de centralização política, promove a chamada “aliança rei-burguesia”, com esta última participando agora das decisões e a economia lusitana, até então agrária, volta-se para a vida mercantil.

·         A Revolução de Avis tem sua importância pois foi a partir desse fato que o antigo Condado de Portuscale se tornou um Estado Nacional centralizado, sob o comando de D. João I. Com o Estado centralizado, tem-se relativa estabilidade política e econômica. Tempos depois, o Estado centralizado e a economia forte foram alguns dos motivos para o pioneirismo Lusitano na expansão ultramarina. Assim, pode-se dizer que a Revolução de Avis foi o pontapé inicial para tudo que os Portugueses viriam a conquistar depois.

·         Portugal surgiu como um reino independente em 1139. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henrique, o indicar da dinastia de Borgonha. Por muito tempo, os portugueses viveram envolvidos na luta pela expulsão dos mouros (conjunto de população árabes, etíopes, turcomanas e afegãs) da península Ibérica. A luta prosseguia até 1249 com a vitória portuguesa e a conquista de Algarves (sul de Portugal). Com o rei. D. Dinis interrompeu-se a conquista no plano militar, iniciando-se um período de reorganização interna de Portugal. As fronteiras do país já estavam definidas. 

·         Em 1383, com D. João, mestre de Avis, teve início a nova dinastia de Avis. Isso se deu após o desfecho de uma luta político-militar denominada Revolução de Avis, em que a sucessão do trono português foi disputa entre o rei de Castela e D. João. A vitória da Revolução de Avis foi também a vitória da burguesia de portuguesa sobre a sociedade agrária e feudal que dominava o país. Depois da Revolução de Avis, a nobreza agrária submeteu-se ao rei D.João. E este apoiado pela burguesia, centralizou o poder e favoreceu a expansão marítimo-comercial portuguesa. Todos esses acontecimentos fizeram de Portugal o primeiro país europeu a constituir em Estado absolutista e mercantilista.

·         1385 D. João de Avis sai vitorioso do conflito com a casa de Castela. Trata-se, também de uma vitória dos burgueses sobre o modelo feudal de sociedade. Essa mesma burguesia irá apoiar D. João e a política mercantilista portuguesa.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
A Revolução de Avis tem sua importância na história de Portugal, pois foi um marco inicial na formação de um Estado Nacional centralizado e de rompimento com o que restava de feudalismo.

Com a centralização política têm-se uma relativa estabilidade política e econômica, além de paz interna, pontos que colocaram Portugal em condições de estarem a frente da expansão marítima européia.

Em 1385 D. João de Avis, então vitorioso do conflito com a casa de Castela tem ao seu lado a burgueses sobre contrária ao modelo feudal de sociedade. Essa mesma burguesia irá apoiar D. João e a política mercantilista portuguesa.


QUESTÃO 02
“A Ordem dos Cavaleiros do Templo foi fundada em Jerusalém no ano de 1116 por cruzados franceses que juraram viver em perpétua pobreza e defender os peregrinos que iam à Terra Santa. A Ordem se tornou uma poderosa sociedade secreta, com ritos de iniciação, estrutura rígida, um exército de monges guerreiros e, principalmente, muito dinheiro e terras tomadas aos árabes. Em 1307, o rei da França Felipe, o belo – que devia dinheiro à Ordem – aliou-se ao Papa Clemente V numa trama para destruir os templários. Mais de 500 cavaleiros de Cristo foram queimados vivos em Paris. A Ordem foi extinta e seus bens confiscados. O rei D. Diniz, de Portugal, acolheu os poucos templários sobreviventes (e, dizem, seu tesouro secreto) obtendo permissão para fundar, em 1317, a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, que manteve a estrutura e o símbolo dos templários, a Cruz de Copta”. (Eduardo Bueno. Brasil: uma História)


Explique o que era a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, destacando sua importância para a história de Portugal, na passagem da Idade Média para os Tempos Modernos.

PONTOS GERAIS:
·         Para muitos autores, a Ordem de Cristo era como uma espécie de transição entre os templários e a maçonaria: uma sociedade secreta.
·         Representando os interesses da burguesia portuguesa,
·         Financiou  os estudos em na Escola de Sagres e as primeiras expedições lusitanas no Atlântico.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
A Ordem dos Cavaleiros de Cristo ou simplesmente Ordem de Cristo, foi uma ordem religiosa militar, fundada em 1317, herdeira dos privilégios da Ordem dos Templários, foi uma espécie de transição entre os templários e a maçonaria: uma sociedade secreta.


A Ordem de Cristo foi importante para Portugal, pois, representando os interesses da burguesia portuguesa e financiou  os estudos em na Escola de Sagres e as primeiras expedições lusitanas no Atlântico.

QUESTÃO 03
“A nação pioneira no processo de expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI foi Portugal. Tendo como marco inicial a Conquista de Ceuta, os lusitanos prosseguiram sua expansão contornado a África e chegando às Índias. Em 1500, as primeiras esquadras portuguesas chegaram ao Brasil”. (Leonel Itaussu. História do Brasil)

a)    Cite os fatores determinantes da expansão marítima europeia o período citado.

PONTOS GERAIS:
·         Renascimento comercial e urbano (comércio de especiarias do oriente).
·         Formação do Estado moderno absolutista europeu.
·         Aliança rei e burguesia (mercantilismo).
·         Espírito capitalista e aventureiro dos marinheiros (busca por riqueza).
·         Desenvolvimento da ciência moderna.
·         Avanços tecnológicos como a bússola, astrolábio, caravela, quadrante, pólvora e a tipografia.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
Foram fatores determinantes para a expansão marítima européia do século XV e XVI o renascimento comercial e urbano aquecido pelas rotas comerciais e as formações de grandes feiras de comércio das especiarias do oriente. Igualmente importante a formação dos estados modernos absolutistas na Europa a exemplo de Portugal e Espanha. O desenvolvimento da política econômica mercantilista. O espírito capitalista e aventureiro dos marinheiros que buscavam riquezas. O desenvolvimento da ciência moderna e os avanços tecnológicos como a tipografia, a bússola, astrolábio, caravela, pólvora e o quadrante.

b)   Explique as razões do pioneirismo português nessa referida expansão.

PONTOS GERAIS:
·         Centralização política (Revolução de Avis (1385) e a formação do Estado moderno absolutista português – trouxe estabilidade política, econômica e pacificação interna.)
·         Posição geográfica peninsular
·         Conhecimentos náuticos.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
As razões que explicam a primazia portuguesa no empreendimento das grandes navegações podem ser explicadas pela centralização política, fruto da Revolução de Avis de 1385. A formação do Estado moderno absolutista português trouxe relativa estabilidade política e econômica, além de paz interna. A posição geográfica peninsular, a chamada península balcânica permite a saída para o mar mediterrâneo e o oceano Atlântico. E o domínio sobre a tecnologia náutica disponíveis na época, a exemplo da bússola, astrolábio, quadrante, caravela e a pólvora.  

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