segunda-feira, 28 de março de 2016

MAPAS HISTÓRICOS - CRUZADAS DO SÉC. XI, XII E XIII

Prof. Douglas Barraqui

As Cruzadas foram expedições armadas, organizadas pela Igreja Católica, com a finalidade de libertar Jerusalém dos árabes, muçulmanos. 

Segue abaixo o mapa das cruzadas, seu percurso e resultado:

Fonte: DUBY, Georges. Atlas historique. Paris: Larousse, 1987. p. 60-63.


domingo, 27 de março de 2016

A HISTÓRIA É FEITA POR HOMENS DE CARNE E OSSO

Prof. Douglas Barraqui

Pintada por artista Chineses, Dai Dudu, Li Tiezi y Zhang An, pintura a óleo, 2006. 

O que é a história?

Marc Bloch, historiador Francês, morto pelos nazistas em 1944, deixou uma obra inacabada que pode nos ajudar a chegar a essa resposta. No livro “Apologia da História”, publicado em 1949, Marc Bloch diz que a “história é o estudo do homem no tempo”. Todos nós, eu e você meu caro leitor, somo os atores principais dessa história. Somos os personagens principais dessa maravilhosa história. Talvez a mais bela história da vida nesse planeta seja a história humana.

Ao mesmo tempo que se configura como uma história bela e surpreendente, a história humana também consegue ser assustadora: Como atores principais da história podemos colocar nossos nomes em feitos ciclópicos como Gengis Khan o maior conquistador que a terra já conheceu. Podemos colocar nossos nomes em feitos memoráveis como Nelson Mandela e sua luta pela igualdade racial. Ao mesmo tempo podemos colocar nossos nomes em grandes tragédias humanas como Adolf Hitler e o nazismo na Alemanha. A história humana, portanto, é feita por homens de carne e osso, homens como eu e você.


A palavra história vem do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa" "conhecimento advindo da investigação". Teriam sido os gregos os inventores da história, mais especificamente Heródoto. Nascido no século V a.C. em Halicarnasso, Heródoto foi o autor da história da invasão persa da Grécia nos princípios do século V a.C., conhecida simplesmente como “As histórias de Heródoto”. Esta obra foi reconhecida como uma nova forma de literatura pouco depois de ser publicada. Um conhecimento advindo da investigação do passado. Heródoto recebeu a alcunha de o “pai da história”. 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2002. 

LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Unicamp, 1990.

sábado, 26 de março de 2016

QUESTÕES DISCURSIVAS - REVOLUÇÃO DE AVIS E EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA

QUESTÃO 01
“O movimento revolucionário teve início em dezembro de 1383, quando foi assassinado o Conde Andeiro, líder da nobreza favorável à Castela, o que precipitou a invasão castelhana sobre o território português e a pronta reação dos partidários de Avis. Estes derrotaram os invasores em Atoleiros e, em 1384, venceram-nos definitivamente em Aljubarrota. O novo rei de Portugal, D. João I, foi coroado em 1385, iniciando o governo da Dinastia de Avis”. (Cláudio Vicentino. As origens de Portugal)

Qual a importância da Revolução de Avis na história de Portugal?


PONTOS GERAIS:
·         A revolução de Avis (1383-1385) foi um marco na História de Portugal porque acabou com o que ainda restava de feudalismo em Portugal,

·         Consolida o processo de centralização política, promove a chamada “aliança rei-burguesia”, com esta última participando agora das decisões e a economia lusitana, até então agrária, volta-se para a vida mercantil.

·         A Revolução de Avis tem sua importância pois foi a partir desse fato que o antigo Condado de Portuscale se tornou um Estado Nacional centralizado, sob o comando de D. João I. Com o Estado centralizado, tem-se relativa estabilidade política e econômica. Tempos depois, o Estado centralizado e a economia forte foram alguns dos motivos para o pioneirismo Lusitano na expansão ultramarina. Assim, pode-se dizer que a Revolução de Avis foi o pontapé inicial para tudo que os Portugueses viriam a conquistar depois.

·         Portugal surgiu como um reino independente em 1139. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henrique, o indicar da dinastia de Borgonha. Por muito tempo, os portugueses viveram envolvidos na luta pela expulsão dos mouros (conjunto de população árabes, etíopes, turcomanas e afegãs) da península Ibérica. A luta prosseguia até 1249 com a vitória portuguesa e a conquista de Algarves (sul de Portugal). Com o rei. D. Dinis interrompeu-se a conquista no plano militar, iniciando-se um período de reorganização interna de Portugal. As fronteiras do país já estavam definidas. 

·         Em 1383, com D. João, mestre de Avis, teve início a nova dinastia de Avis. Isso se deu após o desfecho de uma luta político-militar denominada Revolução de Avis, em que a sucessão do trono português foi disputa entre o rei de Castela e D. João. A vitória da Revolução de Avis foi também a vitória da burguesia de portuguesa sobre a sociedade agrária e feudal que dominava o país. Depois da Revolução de Avis, a nobreza agrária submeteu-se ao rei D.João. E este apoiado pela burguesia, centralizou o poder e favoreceu a expansão marítimo-comercial portuguesa. Todos esses acontecimentos fizeram de Portugal o primeiro país europeu a constituir em Estado absolutista e mercantilista.

·         1385 D. João de Avis sai vitorioso do conflito com a casa de Castela. Trata-se, também de uma vitória dos burgueses sobre o modelo feudal de sociedade. Essa mesma burguesia irá apoiar D. João e a política mercantilista portuguesa.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
A Revolução de Avis tem sua importância na história de Portugal, pois foi um marco inicial na formação de um Estado Nacional centralizado e de rompimento com o que restava de feudalismo.

Com a centralização política têm-se uma relativa estabilidade política e econômica, além de paz interna, pontos que colocaram Portugal em condições de estarem a frente da expansão marítima européia.

Em 1385 D. João de Avis, então vitorioso do conflito com a casa de Castela tem ao seu lado a burgueses sobre contrária ao modelo feudal de sociedade. Essa mesma burguesia irá apoiar D. João e a política mercantilista portuguesa.


QUESTÃO 02
“A Ordem dos Cavaleiros do Templo foi fundada em Jerusalém no ano de 1116 por cruzados franceses que juraram viver em perpétua pobreza e defender os peregrinos que iam à Terra Santa. A Ordem se tornou uma poderosa sociedade secreta, com ritos de iniciação, estrutura rígida, um exército de monges guerreiros e, principalmente, muito dinheiro e terras tomadas aos árabes. Em 1307, o rei da França Felipe, o belo – que devia dinheiro à Ordem – aliou-se ao Papa Clemente V numa trama para destruir os templários. Mais de 500 cavaleiros de Cristo foram queimados vivos em Paris. A Ordem foi extinta e seus bens confiscados. O rei D. Diniz, de Portugal, acolheu os poucos templários sobreviventes (e, dizem, seu tesouro secreto) obtendo permissão para fundar, em 1317, a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, que manteve a estrutura e o símbolo dos templários, a Cruz de Copta”. (Eduardo Bueno. Brasil: uma História)


Explique o que era a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, destacando sua importância para a história de Portugal, na passagem da Idade Média para os Tempos Modernos.

PONTOS GERAIS:
·         Para muitos autores, a Ordem de Cristo era como uma espécie de transição entre os templários e a maçonaria: uma sociedade secreta.
·         Representando os interesses da burguesia portuguesa,
·         Financiou  os estudos em na Escola de Sagres e as primeiras expedições lusitanas no Atlântico.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
A Ordem dos Cavaleiros de Cristo ou simplesmente Ordem de Cristo, foi uma ordem religiosa militar, fundada em 1317, herdeira dos privilégios da Ordem dos Templários, foi uma espécie de transição entre os templários e a maçonaria: uma sociedade secreta.


A Ordem de Cristo foi importante para Portugal, pois, representando os interesses da burguesia portuguesa e financiou  os estudos em na Escola de Sagres e as primeiras expedições lusitanas no Atlântico.

QUESTÃO 03
“A nação pioneira no processo de expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI foi Portugal. Tendo como marco inicial a Conquista de Ceuta, os lusitanos prosseguiram sua expansão contornado a África e chegando às Índias. Em 1500, as primeiras esquadras portuguesas chegaram ao Brasil”. (Leonel Itaussu. História do Brasil)

a)    Cite os fatores determinantes da expansão marítima europeia o período citado.

PONTOS GERAIS:
·         Renascimento comercial e urbano (comércio de especiarias do oriente).
·         Formação do Estado moderno absolutista europeu.
·         Aliança rei e burguesia (mercantilismo).
·         Espírito capitalista e aventureiro dos marinheiros (busca por riqueza).
·         Desenvolvimento da ciência moderna.
·         Avanços tecnológicos como a bússola, astrolábio, caravela, quadrante, pólvora e a tipografia.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
Foram fatores determinantes para a expansão marítima européia do século XV e XVI o renascimento comercial e urbano aquecido pelas rotas comerciais e as formações de grandes feiras de comércio das especiarias do oriente. Igualmente importante a formação dos estados modernos absolutistas na Europa a exemplo de Portugal e Espanha. O desenvolvimento da política econômica mercantilista. O espírito capitalista e aventureiro dos marinheiros que buscavam riquezas. O desenvolvimento da ciência moderna e os avanços tecnológicos como a tipografia, a bússola, astrolábio, caravela, pólvora e o quadrante.

b)   Explique as razões do pioneirismo português nessa referida expansão.

PONTOS GERAIS:
·         Centralização política (Revolução de Avis (1385) e a formação do Estado moderno absolutista português – trouxe estabilidade política, econômica e pacificação interna.)
·         Posição geográfica peninsular
·         Conhecimentos náuticos.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
As razões que explicam a primazia portuguesa no empreendimento das grandes navegações podem ser explicadas pela centralização política, fruto da Revolução de Avis de 1385. A formação do Estado moderno absolutista português trouxe relativa estabilidade política e econômica, além de paz interna. A posição geográfica peninsular, a chamada península balcânica permite a saída para o mar mediterrâneo e o oceano Atlântico. E o domínio sobre a tecnologia náutica disponíveis na época, a exemplo da bússola, astrolábio, quadrante, caravela e a pólvora.  

quinta-feira, 24 de março de 2016

ABAIXO A DITADURA - O POVO NO PODER

Repressão aos participantes da missa de sétimo dia do estudante Édson Luís,
na igreja da Candelária, Rio de Janeiro, abril de 1968.
No fotograma do filme Terra em transe, de Glauber Rocha, o gesto da
mão sobre a boca indica na ficção o que ocorria na realidade: o cerceamento
da liberdade de expressão e das liberdades políticas pelo regime militar.
Presos políticos trocados pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick
embarcam para o exílio no México, em setembro de 1969.

ACRÓPOLE DE ATENAS EM 3D

video

QUESTÕES DISCURSIVAS - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

QUESTÃO 01
(DARWIN-2015) Leia o fragmento e analise a gravura seguinte: 
A Inglaterra pedia lucros e recebia lucros. Tudo se transformava em lucro. As cidades tinham a sua sujeira lucrativa, suas favelas lucrativas, sua fumaça lucrativa, sua desordem lucrativa, sua ignorância lucrativa, seu desespero lucrativo. As novas fábricas e os novos altos-fornos eram como as Pirâmides, mostrando mais a escravização do homem que o seu poder. DEANE, P. A Revolução Industrial. Zahar, 1979 (adaptado)

Para responder as questões considere as informações apresentadas no texto e seus conhecimentos sobre a Revolução Industrial.

a)    Cite dois fatores (um político e um econômico) que contribuíram para a Inglaterra ter sido a pioneira na industrialização.

PONTOS GERAIS:
·         A monarquia parlamentar, a partir da Revolução Gloriosa (1688), estava afinado com os interesses do Capitalismo inglês
·         A Inglaterra acumulou capital devido à exploração de suas colônias na América e da Índia. De tão grande a quantidade de colônias inglesas, houve momentos na História mundial em que se disse que sempre era dia no império britânico.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:

A Inglaterra foi pioneira na industrialização, pois em meados do século XVIII concentrava condições favoráveis para o desenvolvimento da produção industrial.

Um do fator político que contribuíram para a industrialização foi a monarquia parlamentar que, a partir da Revolução Gloriosa (1688-1689), estava alinhado aos interesses da burguesia inglesa. Um fator econômico foi o chamado “acumulo primitivo de capital”, que era fruto da exploração das colônias na América e nas Índias.

b)   Caracterize as cidades industriais que se desenvolveram na Inglaterra a partir da Revolução.

PONTOS GERAIS:
·         Os principais elementos do novo complexo urbano foram a fábrica, a estrada de ferro e o cortiço.
·         A fábrica passou a ser o núcleo do novo organismo urbano.
·         Cotidiano das pessoas subordinados a ela.
·         Nas cidades industriais que cresceram com base em fundações antigas, os trabalhadores foram inicialmente acomodados pela transformação das velhas casas familiares em alojamentos de aluguel. Nessas casas reconstruídas, cada quarto passava agora a abrigar toda uma família.
·         Os porões eram usados como moradias.
·         Glasgow - é a maior cidade da Escócia, Dublin -  a capital e maior cidade da Irlanda. Liverpool - localizado no noroeste da Inglaterra
·         Ausência de encanamentos e de higiene municipal criava um mau cheiro insuportável nesses novos bairros urbanos, e se a propagação de excrementos expostos, juntamente com a sua infiltração nos poços locais, significava uma propagação correspondente da febre tifóide. os ratos que conduziam a peste bubônica, os percevejos que infestavam as camas e atormentavam o sono, os piolhos que propagavam o tifo.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
As cidades inglesas a exemplo de Londres, Liverpool e Manchester cresceram de forma desordenada impulsionadas pela industrialização e suas fábricas. Era a fábrica o núcleo do organismo urbano. A elevada densidade demográfica, resultado do êxodo rural, culminava no inchaço populacional. Em situação precária famílias inteiras moravam em porões ou dividiam um único cômodo em um cortiço.

Faltava infra-estruturar, água potável e canalizada era raro. A grande quantidade de lixo e o esgoto traziam além do mau cheiro doenças como peste bubônica e a tifo. A poluição dos rios e do ar era algo comum.

QUESTÃO 02
Todo processo de industrialização é necessariamente doloroso, porque envolve a erosão de padrões de vida tradicionais. Contudo, na Grã-Bretanha, ele ocorreu com uma violência excepcional, e nunca foi acompanhado por um sentimento de participação nacional num esforço comum. Sua única ideologia foi a dos patrões. O que ocorreu, na realidade, foi uma violência contra a natureza humana. De acordo com uma certa perspectiva, esta violência pode ser considerada como o resultado da ânsia pelo lucro, numa época em que a cobiça dos proprietários dos meios de produção estava livre das antigas restrições e não tinha ainda sido limitada pelos novos instrumentos de controle social. Não foram nem a pobreza, nem as doenças os responsáveis pelas mais negras sombras que cobriram os anos da Revolução Industrial, mas sim o próprio trabalho. (Edward P. Thompson. A formação da classe operária inglesa, vol. 2, 1987. Adaptado.)

Segundo o autor do texto o trabalho na Revolução Industrial “foi uma violência contra a natureza humana”. Tomando como referência tal consideração em destaque, apresente elementos que nos permitam concordar com a afirmativa do autor.

PONTOS GERAIS:
·         Trabalho degradante durante o período da “formação da classe operária”.
·         Jornadas de trabalho durante o período podiam ser de 14 a 16 horas, as fábricas podiam incluir até mesmo crianças como mão-de-obra.
·         Trabalho era realizado em locais insalubres, sem existir nenhuma regulação ou fiscalização por parte das autoridades.
·         Fim das tradições.
·         O tempo do homem passou a ser determinado pelo ritmo das máquinas.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
O trabalho na Revolução Industrial foi uma “violência contra a natureza humana” principalmente quanto à exploração da mão-de-obra. As jornadas de trabalho que davam conta de 14 e mesmo 16 horas não permitia o descanso do corpo.


As crianças eram submetidas as mesmas condições insalubres de trabalho dos adultos: local mal arejado e mal iluminado, em que eram constantes os acidentes e comum as doenças respiratórias a exemplo da tuberculose. O tempo do homem passou a ser determinado pelo ritmo das máquinas.

terça-feira, 22 de março de 2016

QUESTÕES DISCURSIVAS - EGITO E MESOPOTÂMIA

QUESTÃO 01
(DARWIN-2015) Há, no Egito, pessoas encarregadas por lei de embalsamar corpos e que fazem disso uma profissão. Esses profissionais utilizam-se de vinho de palmeira e óleos aromáticos, especiarias (mirra, canela). Salgam o corpo e cobrem com náilon por setenta dias. Após este tempo, lavam, envolvem-no com faixas de tela de algodão embebidas em com, uma espécie de cola. Existem vários tipos de embalsamamento. Esse apresentado é o mais caro. Nos tipo médio e inferior são utilizados processos mais simples e mais baratos. O preço é combinado com a família. Se se encontra um cadáver abandonado, seja alguém que foi atacado por um crocodilo ou morto por afogamento no Rio Nilo, a cidade em cujo território foi encontrado, é obrigada a embalsamá-lo. Não é permitido parentes ou amigos tocar no cadáver, apenas os sacerdotes do Nilo têm esse privilégio. É algo mais precioso do que o simples cadáver de um homem.

O texto faz referência ao processo de mumificação recorrente na civilização do antigo Egito. A partir de seus conhecimentos sobre o Egito explique:

a)    a relação entre a religião, o processo de mumificação e o desenvolvimento da medicina.

PONTOS GERAIS:
·         Religião egípcia – politeísta antropozoomórfica.
·         Ambiente seco e quente do deserto do Saara, que domina a paisagem egípcia, o processo de mumificação, no início, ocorria de maneira natural. 
·         O “Livro dos Mortos” relata que a alma das pessoas precisavam dos corpos para continuar sua vida no além.
·         Era preciso cuidar do cadáver para que ela tivesse uma viagem mais tranquila na vida após a morte.
·         A mumificação foi a técnica que desenvolvida para evitar a degradação do corpo, possibilitando que a alma tivesse sempre um local para onde voltar 
·         Os sacerdotes responsáveis pelo processo de mumificação passavam a conhecer melhor o corpo humano em razão da mumificação, entretanto, havia ainda muita ligação com o misticismo religioso.
·         Antigo Egito produziu algo ao redor de 70 milhões de múmias.



SUGESTÃO DE RESPOSTA:

Na crença religiosa egípcia a morte é apenas um estágio em que a alma se desprende do corpo. De acordo com o Livro do Mortos era necessário cuidar do cadáver para que a alma tivesse uma viagem tranquila na vida após a morte. Portanto, a mumificação foi aperfeiçoada para evitar a degradação do corpo. Possibilitando que, após o julgamento no tribunal de Osíris, a alma absolvida pudesse ocupar novamente o corpo e continuar a vida no mundo dos mortos.

Através dos processos aperfeiçoados envolvendo a mumificação, os sacerdotes responsáveis pelas etapas, passaram a conhecer melhor o corpo humano e sua fisiologia. O que permitiu o desenvolvimento e aperfeiçoamento da medicina.

b)   A importância da religião na política do Estado faraônico.

PONTOS GERAIS:
·         Egito antigo se organizou em um império teocrático,
·         Forte relação entre o poder político e religioso,
·         A religião ajudava a legitimar o poder faraônico.
·         O faraó era visto como uma divindade encarnada e senhor de todo o Egito.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
No Egito antigo a forma de governo era uma monarquia absoluta teocrática em que existia uma forte relação e laços estreitos entre poder político e religioso. A religião, portanto, ajudava a legitimar o poder dos faraós. Assim o faraó era visto como uma divindade encarnada, o senhor de todo o Egito.

QUESTÃO 02
(DARWIN-2014) A Mesopotâmia situa-se no Oriente Médio entre os rios Tigre e Eufrates, que ficam no atual Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Seu nome vem do grego (meso = meio e potamos = água) e significa “terra entre rios”. A fertilidade desta região, localizada em meio a montanhas e desertos, deve-se à presença dos rios. No mesmo período em que se desenvolveu a civilização mesopotâmica, no Egito consolidou-se o Estado faraônico e a civilização egípcia.

Considerando as similaridades e as diferenças entre as duas civilizações, elabore um texto em que tais semelhanças e diferenças fiquem explicitadas. Destaque pelo menos três aspectos.

PONTOS GERAIS:
SEMELHANÇAS
DIFERENÇAS
EGITO                                         MESOPOTÂMIA
1)    Civilizações fluviais ou civilizações hidráulicas (dominaram técnicas de irrigação)
1)    Cheias periódicas ou sazonais com muito mais regularidade, permitindo maior dinâmica da produção agrícola.
1) Cheias com menos regularidades.
2)    Monarquias absolutas
2) Poder centralizado no faraó, governante absoluto, senhor de todas as terras do Egito.
2) Poder descentralizado. Formação de cidades-estados (Ur, Uruk, Lagsh e Nippur). Governadas pelo patesi (rei).
3)    Religião politeísta antrolozoomórfica.
3) Acreditavam na vida após a morte.
3) Não tinham crença na vida após a morte.

Semelhanças entre Egito e Mesopotâmia
·         Tanto Egito como a Mesopotâmia organizaram-se segundo o modo de produção asiático ou tributário,
·         Tinha como forma de governo a monarquias teocráticas.
·         Civilizações hidráulicas, dependentes dos recursos hídricos, ou fluviais. Grandes conhecedores das técnicas de irrigação.
·         Nos dois casos predominava a servidão coletiva, como principal força de trabalho com os camponeses pagando tributos ao Estado em produtos e em trabalho.
·         Religião politeísta antropozoomórfica. 

Diferenças entre Egito e Mesopotâmia
                         No Egito 
·         No Egito o poder estava centralizada na figura do faraó.
·         Construções piramidais - Pirâmides (Túmulos de pedra);
·         Adoravam Deuses Antropozoomórficos e acreditavam na Vida após à Morte;  
·         Escrita por Hieroglifos; usavam o Papiro.

                       Na Mesopotâmia 
·         Mesopotâmia, a organização política foi descentralizada com a formação de cidades-estado (ur, uruk, lagash e nippur), sendo essas cidades governadas pelos patesis (reis), vistos como representantes da divindade.
·         Construções piramidais - os Zigurates (templo religioso e morada dos deuses).
·         Adoravam Deuses Antropomórficos e Não acreditavam na Vida após à Morte;
·         Escrita Cuneiforme;

SUGESTÃO DE RESPOSTA:
Egito e Mesopotâmia,, duas grandes civilizações da antiguidade, possuem similaridades e diferenças entre si. Entre as similaridades podemos destacar a religião politeísta antropozoomórfica. O fato de ambas terem sido fundadas as margens de grandes rios, sendo consideradas civilizações fluviais ou civilizações hidráulicas, que dominaram as técnicas de irrigação (a mesopotâmia entre os rios Tigre e Eufrates e o Egito as margens do rio Nilo). Tanto mesopotâmia quanto o Egito tinham sua economia estruturada no chamado modo de produção asiático e nos dois casos predominava a servidão coletiva, como principal força de trabalho com os camponeses pagando tributos ao Estado em produtos e em trabalho.


Quanto as diferenças na Mesopotâmia, a organização política foi descentralizada com a formação de cidades-estado (ur, uruk, lagash e nippur), sendo essas cidades governadas pelos patesis (reis), vistos como representantes da divindade; no Egito, por outro lado, a centralização política era mais evidenciada na figura do faraó. Os egípcios, diferentemente dos mesopotâmicos,  acreditavam na vida após a morte e construíram grandes monumentos piramidais que serviam de túmulo; os mesopotâmicos também construíram monumentos piramidais (zigurates), mas que serviam de templo e morada dos deuses. Os egípcios tinham como escrita os hieróglifos enquanto os mesopotâmicos criaram a escrita cuneiforme.  

Leia também: