domingo, 27 de setembro de 2015

INCAS

Prof. Douglas Barraqui

a)    LOCALIZAÇÃO:
ü  Região dos Andes (atuais - Peru, Bolívia, Chile e Equador).
ü  Cuzco - capital do Império
 
Extensão do Império Inca
b)   ASPECTOS ECONÔMICOS:
Agricultura:
ü  A base da economia inca era a agricultura.
ü  Produção era baseada no trabalho coletivo da terra.
ü  Nas áreas desérticas, empregavam técnicas de irrigação;
ü  Nas encostas das montanhas, construíam terraços para o plantio.
ü  Os incas usavam varas afiadas e arados para revolver o solo.
Terraços Incas

ü  Ervas aromáticas e medicinais também eram plantadas e as folhas de coca, eram reservadas para a elite.
ü  Domesticavam lhamas e alpacas, das quais obtinham carne, leite e lã. Esses animais serviam também como meio de transporte na acidentada geografia dos Andes.

Artesanato:
ü  O artesanato - com destaque para a tecelagem, a metalurgia e a produção de objetos de cerâmica.

Comércio:
ü  Os incas não usavam dinheiro propriamente dito. Eles faziam trocas ou escambos nos quais mercadorias eram trocadas por outras e mesmo o trabalho era remunerado com mercadorias e comida.

Correios Inca: Chasqui
ü  Chasquis eram ágeis e habilidosos corredores que se revezavam, de um posto ao outro, na missão de entregar as mensagens oficiais de governo ou objetos. Com o crescimento de seu território, os Incas haviam construído estradas visando a uma maior integração entre as regiões do Império, e os chasquis formavam um eficiente sistema de correio na época.

c)    ASPECTOS POLÍTICOS:
ü  O imperador - Sapa Inca (Filho do Sol):
·         Detinha o poder máximo e era considerado um semideus.
·         Quando o imperador morria, suas mulheres e servos eram sacrificados, e os corpos eram depositados junto ao dele no Templo do Sol.
·         O sucessor era escolhido entre os filhos que o imperador tinha com sua irmã e mulher legítima, a mais elevada na hierarquia de suas esposas.
·         Era muito comum a guerra entre os irmãos para decidir a sucessão do trono.
·         A primeira esposa do Inca deveria ser a sua própria irmã mais velha, a Coya (objetivo era guardar o sangue real).
ü  O governo exercia um rígido controle sobre a vida das pessoas, que muitas vezes resistiam a essa dominação.
ü  O Estado mantinha um eficiente exército, destinado a conter rebeliões.
ü  Os povos dominados pelos incas pagavam tributos na forma de trabalho (mita). Muitas vezes eram forçados a migrar para regiões determinadas pelos administradores do império.
ü  Todos os habitantes do império entre 25 e 50 anos tinham de pagar impostos.

d)   ASPECTOS SOCIAIS:
A sociedade era hierarquizada e formada por:
ü  No topo estava o Sapa Inca.
ü  Nobres - governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes;
ü  Funcionários públicos e trabalhadores especializados;
ü  Artesãos e os camponeses - pagavam altos tributos ao imperador em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.

e)    ASPECTOS CULTURAIS:
Religião:
ü  Religião politeísta:
ü  Principal divindade: Viracocha (criador de tudo).
ü  Cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar; o Sol (Inti) e a Lua (Quilla), haviam também os deuses do trovão, do arco-íris e dos planetas brilhantes.
ü  Os incas ofereciam sacrifícios tanto humanos como de animais nas ocasiões mais importantes, maioria das vezes em rituais ao nascer do sol.
ü  Lenda inca sobre sacrifício humano:
Uma menina de dez anos de idade chamada Tanta Carhua foi escolhida pelo seu pai para ser sacrificada ao imperador inca. A criança, supostamente perfeita fisicamente, foi enviada a Cusco onde foi recebida com festas e honrarias para homenagear-lhe a coragem e depois foi enterrada viva em uma tumba nas montanhas andinas.
(Esta lenda prescreve que as vítimas sacrificiais deveriam ser perfeitas, e que havia grande honra em conhecerem e serem escolhidas pelo imperador, tornando-se, depois da morte, espíritos com caráter divino que passariam a oficiar junto aos sacerdotes. Antes do sacrifício, os sacerdotes adornavam ricamente as vítimas e davam a ela uma bebida chamada chicha, que é um fermentado de milho, até hoje apreciada).

Astronomia:
ü  Mesmo sem dominar a escrita, os incas deixaram registros de seus conhecimentos de astronomia.
ü  O ano inca correspondia ao ano solar de 365 dias. Dividia-se em 12 meses lunares, cada um marcando uma série de atividades econômicas e religiosas.

Matemática:
ü  Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo (feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos).

Arquitetura:
ü  A arquitetura inca é notória pela capacidade de superar as dificuldades impostas pelo relevo como regiões montanhosas e de tremores de terra.
"pedra de doze ângulos", localizada uma construção Inca em Cusco, é um exemplo clássico da tecnologia inca

ü  Obras de irrigação em direção aos vales desertos, a construção de pontes pênseis (entre grandes precipícios), e de aterros em pântanos atestam altos níveis de conhecimentos técnicos.
ü  Para construir estradas em terrenos com grandes declives usavam do desenho em zigue-zague facilitando a circulação ou, se necessário, escadas (calcula-se que os Incas possuíam mais de 4 000 Km de estradas pavimentadas).
ü  Erguiam-se muros de arrimo em lugares mais perigosos para evitar desabamentos.

A cidade de Machu Picchu “Velha Montanha”
Foi uma das poucas cidades incas que sobreviveram à conquista espanhola, provavelmente por não ter sido descoberta na época colonial. A cidade foi construída no topo de uma montanha no vale do rio Urubamba, a cerca de 2.400 metros de altitude. Abandonada em época incerta, a cidade ficou coberta pela vegetação até ser encontrada pela expedição do arqueólogo americano Hiram Binghan, em 1911. Acredita-se que Machu Picchu tenha sido um local de cultos.
 
Machu Picchu.
Origem da civilização Inca

1.200 a.C. - os habitantes da zona costeira já cultivavam o milho, teciam roupas de boa qualidade e faziam cerâmica. Ao mesmo tempo surgiu na zona montanhosa a primeira civilização importante denominada Chavin.

100 a.C. - a costa nordeste era um reino cuja a capital era Moche, e no Sul existia outro reino com capital em Nazca.

100 a.C. - 1.100 d.C. - A primeira civilização que floreceu na região montanhosa tinha sua capital em Tiahuanaku.

800 d.C. - os habitantes de tiahuanaku já tinham conquistado a costa meridional.

1000 d.C. - o Peru era um conjunto de tribos guerreiras sem chefes poderosos. Foi a época do império dos Chimus também reinar.

1100 - 1430 d.C. - O Inca Manco Capac tinha se estabelecido em Cuzco. Entretanto, as tribos provenientes do norte haviam formado o reino Chimu na costa setentrional. Construíram grandes cidades, segundo um plano retangular, dotadas de grandes muros de pedra. Em Cuzco, os Incas tornaram-se mais poderosos. O filho de Manco, Sinchi Roca, tal como seu pai, governava metade de Cuzco e nada fez para tornar a família mais poderosa. Encorajou a extração de minerais e a tecelagem e foi um grande patrono da agricultura. Mas seu filho Capac Yuapanki, nascido quando Sinchi Roca já era velho: expandiu o território Inca a Cuzco inteira. O Inca Roca foi o primeiro a ser denominado Sapa Inca (o Inca Supremo). Grande parte do seu reinado passou-se em disputas constantes com as tribos Chancas. O Inca Roca sucedeu Yahuar Huacac que foi ameaçado por uma aliança das tribos montanhosas. Seu filho, Wiracocha, também sofreu ataques, mas conseguiu repelir os invasores. No entanto acabou por fugir de Cuzco quando as tribos Chancas puseram em perigo seu reino.

1438 - 1493 d.C. - O filho de Wiracocha, Inca Yuapanki, sucedeu-lhe no trono. Venceu as tribos Chancas, matou seu rei, e para fortalecer sua posição na zona montanhosa, propôs paz às outras tribos e ofereceu mulheres incas aos seus lideres. Reconstruiu Cuzco, tornando-a capital, e organizou um sistema governativo com funcionários incas, que chefiavam cada tribo como um grupo de cidadãos equiparados dentro do império. Quando seu filho, Topa Inca Yuapanki, atingiu os 15 anos o enviou para o território do norte para aumentar suas terras. Quando Inca Yuapanki se retirou, seu herdeiro ocupou o trono. Topa Inca conquistou as tribos que habitavam as florestas amazônicas, venceu tribos rebeldes em Torno do Lago Titicaca e levou seu império para o Sul até o Chile. Morreu em Cuzco 1493 d.C..

1493 - 1572 d.C. - Huayna Capac subiu ao trono ainda muito jovem. Não havia problema quanto ao seu sucessor. Casara-se com uma princesa de Quito e ela lhe dera um filho, Atahuallpa. Mas os se tornar Sapa Inca casou-se com sua irmã e tiveram um filho, Huáscar. Ao sul , uma tribo invasora atacou a fronteira do Peru com o Chile. Entre eles encontravam-se alguns espanhóis, que espalharam uma epidemia de varíola. A epidemia devastou aquela região acabando por matar Huayna Capac.

1525 - O Inca Huáscar subiu ao trono, mas Huayna Capac declarou que quito deveria ser herdada por Atahuallpa. Em 1532, iniciou-se uma guerra civil entre os dois meio-irmãos. Atahuallpa acabou por aprisionar o pais inteiro e aprisionou Huáscar. No mesmo ano Francisco Pizarro atingiu o peru com seu pequeno exército espanhol. Durante os primeiros meses foram gradualmente conquistando a zona litorânea, acabando por se defrontar com todo o exército Inca e, por meio de uma armadilha, conseguiram capturar Atahuallpa. Dois anos depois os espanhóis haviam conquistado todo o tawantsuyo.

O Fim do Império Inca

Muitas vezes a sucessão do império gerava disputas entre os membros da família imperial. Quando os espanhóis chegaram a região inca, os irmãos Atahualpa e Huascár brigavam pelo trono. Com a Chegada dos Espanhóis na América, o Império Inca se fragmentou ao ser derrotado pelos militares espanhóis comandada por Francisco Pizarro.

REFERÊNCIAS:

AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. Projeto Teláris: história 7° ano. São Paulo: Ática, 1º ed., 2012.

BAUDIN, Louis. A vida quotidiana no tempo dos últimos Incas. Edições "livros do Brasil", Lisboa, s/d.

CAPELLARI, Marcos Alexandre; NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes. História: ser protagonista - Volume único. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: SM. 2010.

COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. Volume Único. Ensino Médio. 8ª Ed. São Paulo: Saraiva 2005.

MOZER, Sônia & TELLES, Vera. Descobrindo a História. São Paulo: Ed. Ática, 2002.
PILETTI, Nelson & PILETTI, Claudico. História & Vida Integrada. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

Projeto Araribá: História – 7° ano. /Obra coletiva/ São Paulo: Editora Moderna, 2010. Editora Responsável: Maria Raquel Apolinário Melani.

Uno: Sistema de Ensino – História – 7° ano. São Paulo: Grupo Santillana, 2011. Editor Responsável: Angélica Pizzutto Pozzani.

VICENTINO, Cláudio. Viver a História: Ensino Fundamental. São Paulo: Ed. Scipione, 2002.

sábado, 26 de setembro de 2015

ASTECAS

Prof. Douglas Barraqui

a)    LOCALIZAÇÃO:
ü  Atual México.
Em meados do século XIV, os astecas fixaram-se em uma área próxima ao lago Texcoco, região do atual México, onde fundaram a cidade de Tenochtitlán.
Mapa do território do Império Asteca em sua extensão máxima

ü  Tenochtitlán era a capital do reino asteca, talvez tenha sido a maior do mundo no século XVI, sobre a cidade o conquistador Cortés realtou:
 “Esta grande cidade de Tenochtitlán está fundada em uma lagoa salgada. Ela tem quatro entradas, todas de calçada e feitas à mão. As ruas estão metade na água e metade na terra pela qual os índios andam em canoas. Tem esta cidade muitas praças onde há um continuo mercado, de negócios, compra e venda, onde cotidianamente existem cerca de sessenta mil pessoas e onde há todos os gêneros de mercadorias”.

Bernal Dias deixou seu testemunho:
“(...) por uma parte havia grandes cidades em terra firme e na lagoa muitas outras vilas e víamos tudo cheio de canoas e na calçada havia muitas pontes, de trecho a trecho, e adiante estava a grande cidade do México”.

Representação de Tenochtitlán, capital e maior cidade do império
(atual Cidade do México)


b)   ASPECTOS ECONÔMICOS:
Agricultura:
ü  A agricultura era a base da economia asteca.
ü  Cultivavam-se milho, feijão, pimenta, abóbora, cacau, algodão, tabaco, frutas e verduras.
ü  Técnicas agrícolas: chiampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau entre outro produtos.

Representação de como seriam as Chiampas


Comércio:
ü  Semente de cacau era usada como moeda. (Em mercados astecas , um pequeno coelho valia 30 grãos e um ovo de peru custava 3 grãos. Um homem também poderia vender a própria filha como escrava sexual ou para um futuro sacrifício religioso, geralmente, por cerca de 500 a 700 grãos de cacau.).

c)    ASPECTOS POLÍTICOS:
ü  Monarquia absoluta teocrática – imperador era considerado um deus.
A guerra:
Por meio de guerras com povos vizinhos, os astecas ampliaram seu território, transformando-o em um vasto império que chegou a reunir cerca de 11 milhões de pessoas.

A guerra, para os astecas, também tinha motivação religiosa. Eles acreditavam ser o povo escolhido pelo deus Sol (Huitzilopochtli), destinado a dominar outras populações. Segundo a tradição, os guerreiros que morressem lutando atingiriam o paraíso.

d)   ASPECTOS SOCIAIS:
ü  Hierarquizada e rigorosamente dividida.

Imperador
No topo das camadas sociais estava o imperador (tlatoani):
·         Considerado semidivino,
·         Era responsável pela condução do Estado (em época de escassez, fornecia alimentos armazenados para a população).
·         Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador.

Nobres
Os nobres situavam-se abaixo do imperador:
·         Exerciam funções administrativas, religiosas e militares.

Sacerdotes
Alguns nobres se tornavam sacerdotes:
·         Exerciam a função de cultuar e interpretar os deuses e as vontades divinas.
·         Formavam um poderoso grupo social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer previsões e dirigir as cerimônias rituais.

Artesãos e comerciantes;
·         Os artesãos trabalhavam nas residências, nos templos ou nas oficinas instaladas nos palácios do imperador e dos altos funcionários.

Agricultores e soldados (maioria da população).

Escravos - prisioneiros de guerra.

e)    ASPECTOS CULTURAIS:
Religião
ü  O povo asteca era politeísta,
ü  Principais divindades:
·         Quetzalcoatl (serpente emplumada) - deus do vento, da escrita, do calendário e das artes (era a divindade mais venerad);
·         Tlaloc - deus da chuva e do trovão;
·         Xipe Totec - deus dos ourives.
·         Huitzilopochtli - deus sol.

Sacrifícios:
ü  Nas pirâmides eram realizados cultos religiosos e sacrifícios humanos que, segundo a crença asteca, renovavam a aliança entre seres humanos e deuses (acreditavam que se o sangue humano não fosse oferecido ao Sol, a "engrenagem" do mundo deixaria de funcionar). Geralmente, as vítimas oferecidas em sacrifício eram prisioneiros de guerra ou escravos.
ü  Os sacrifícios eram dedicados a:
·         Huitzilopochtli ou Tezcatlipoca: o sacrificado era colocado em uma pedra por quatro sacerdotes, e um quinto sacerdote extraía, com uma faca, o coração do guerreiro vivo para alimentar seu deus.
·         Tlaloc: anualmente eram sacrificadas crianças no cume da montanha. Acreditava-se que quanto mais as crianças chorassem, mais chuva o deus proveria.
·         Na celebração de Huey Tozoztl, o próprio imperador se declarou Mt. Tlaloc e se auto-sacrificou, ordenando que chovesse.
·         Muitas histórias afirmam que em 1487 os astecas sacrificaram 8,4 mil pessoas em um ritual. Em 30 anos de pesquisa no Templo Maior, o maior local sagrado asteca, só foram encontrados os restos de 127 mulheres, homens decapitados e esqueletos de crianças.
 
Sacrifício humano representado no Códice Magliabechiano
Artesanato:
ü  Os astecas desenvolveram um refinado artesanato em cerâmica, pedra e metais, materiais com os quais confeccionavam vasos e utensílios domésticos de temática religiosa. Os artesãos trabalhavam nas residências, nos templos ou nas oficinas instaladas nos palácios do imperador e dos altos funcionários.
ü  As mulheres teciam e bordavam. Os astecas produziam ainda mosaicos de plumas muito apreciados. As joias eram feitas de ouro, prata e pedras semipreciosas. A pintura foi muito usada nos códices, com temas figurativos ou geométricos.

Escrita:
ü  Os astecas não tinham um alfabeto. Escreviam por figuras (pictografias). Algumas eram figuras simples de objetos, como uma árvore ou uma faca, outras representavam ideias. A guerra, por exemplo, era mostrada pela figura de um escudo e uma porta.

Tlachtli: esporte ou ritual de sangue?
ü  O tlachtli era um jogo de bola bastante popular entre os astecas que lembra tanto o futebol como o basquete. As duas equipes adversárias se enfrentavam em um campo em forma de "T" maiúsculo. A bola, de borracha é bastante pesada, só podia ser tocada e lançada com os joelhos ou os quadris. Os jogadores esforçavam-se para fazê-las passar entre dois anéis de pedra fixados nas muralhas laterais, mais ou menos como nas cestas de basquete.

Calendário Asteca:
ü  O Calendário Asteca, também conhecido como Pedra do Sol, é o calendário utilizado pelos astecas. Era baseado no ano solar, assim possuindo 365 dias. O calendário asteca possui semelhanças com o calendário maia.
Reconstituição do calendário asteca com suas possíveis cores originais

Origem da civilização asteca
Os astecas também podem ser chamados de mexicas (daí México).

Século XIII - Migraram para o vale do México (ou Anahuác) e assentaram-se, inicialmente, na maior ilha do lago de Texcoco, seguindo instruções de seus deuses para se fixarem onde vissem uma águia pousada em um cacto, devorando uma cobra.
 
Brasão de armas mexicano mostrando o sinal para a fundação da capital asteca.
Século XV - Formaram uma aliança com duas outras cidades – Texcoco e Tlacopán – contra Atzcapotzalco, derrotaram-no e continuaram a conquistar outras cidades do vale, quando controlavam todo o centro do México como um Império ou Confederação Asteca, cuja base econômico-política era o modo de produção tributário.

Século XVI – Os domínios astecas se estendiam de costa a costa, tendo ao norte os desertos e ao sul o território maia.

Decadência da civilização asteca
O governante asteca Moctezuma II considerou o conquistador espanhol a personificação do deus Quetzalcóatl. Ele recebeu Cortés amigavelmente, mas posteriormente o tlatoani foi tomado como refém. Em 1520 houve uma revolta asteca e Moctezuma II foi assassinado. Seu sucessor, Cuauhtémoc (filho do irmão de Montezuma), o último governante asteca, resistiu aos invasores, mas em 1521 Cortés sitiou Tenochtitlán e subjugou o império. Muitos povos não-astecas, submetidos à Confederação, se uniram aos conquistadores contra os astecas.
A cidade de Tenochtitlán (capital asteca), fundada no ano de 1325, com o domínio espanhol, em seu lugar, foi erguida a Cidade do México.

REFERÊNCIAS:

AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. Projeto Teláris: história 7° ano. São Paulo: Ática, 1º ed., 2012.

CAPELLARI, Marcos Alexandre; NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes. História: ser protagonista - Volume único. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: SM. 2010.

COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. Volume Único. Ensino Médio. 8ª Ed. São Paulo: Saraiva 2005.

MOZER, Sônia & TELLES, Vera. Descobrindo a História. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

PILETTI, Nelson & PILETTI, Claudico. História & Vida Integrada. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

Projeto Araribá: História – 7° ano. /Obra coletiva/ São Paulo: Editora Moderna, 2010. Editora Responsável: Maria Raquel Apolinário Melani.

SOUSTELLE, Jacques. A civilização Asteca. Rio de Janeiro, Zahar Editor, 1987.

SOUSTELLE, Jacques. Os astecas na véspera da conquista espanhola. São Paulo, Companhia das letras,1990.

Uno: Sistema de Ensino – História – 7° ano. São Paulo: Grupo Santillana, 2011. Editor Responsável: Angélica Pizzutto Pozzani.


VICENTINO, Cláudio. Viver a História: Ensino Fundamental. São Paulo: Ed. Scipione, 2002.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

MAIAS

Prof. Douglas Barraqui

a)    LOCALIZAÇÃO:
ü  Península de Iucatâ, na América Central (atualmente – Belize).

b)   ASPECTOS ECONÔMICOS:
ü  A agricultura era a base da economia.
ü  A maioria da população vivia no campo;
ü  Cultivavam o milho (três espécies), algodão, tomate, cacau, batata e frutas. (O milho era tão importante para os maias que, segundo seus mitos, os deuses o haviam utilizado como matéria-prima para criar o ser humano).

Cultivo do Milho
·         O cultivo do milho se prendia ao uso das queimadas. Durante os meses de seca, limpavam o terreno, deixando apenas as árvores mais frondosas. Em seguida ateavam fogo para limpá-lo deixando o campo em condições de ser semeado.
·         Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas.
·         Os maias comiam o milho assado, cozido ou preparado como farinha. O milho acompanhava todas as refeições. Algumas espigas apresentavam uma particularidade: sobre o fogo, os grãos estouravam, abrindo como pequenas flores brancas (Piplocl).

Cultivo de Cacau
·         Antes dos espanhóis chegarem às Américas, os olmecas foram o primeiro povo a utilizar o fruto do cacaueiro: "cacahuaquchtl". Com ele, faziam um líquido escuro - chamado de xocoatl (xococ = "amargo" + atl = "água") temperado com baunilha e pimenta que combatia o cansaço e a diarréia.
·         Documentos maias dizem que o xocoatl também era usado por sacerdotes para fins cerimoniais e medicinais, e também era misturado a milho moído para fazer um mingau.
·         1502 - Cristóvão Colombo, em sua quarta viagem, levou o cacau para a Europa. O rei Fernando II não teria prezado muito essa descoberta no meio de tantas outras riquezas.
·         1519 - Hernán Cortez chegou ao México, reconheceu o valor monetário do cacau e, obrigou os nativos a plantarem cacau.

ü  Domesticaram o peru e a abelha que serviam para enriquecer sua dieta, à qual somavam também a caça e a pesca.


c)    ASPECTOS POLÍTICOS:
ü  Os maias construíram cidades-Estado;
ü  Nunca chegaram a formar um império unificado (fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos vizinhos).
ü  Estado teocráticos.
ü  As cidades-estados tinham governos, leis e costumes próprios. (Principais cidades-estados maia: Chichén-Itzá, Maiapán, Palenque e Tikal, que eram ligadas por estradas e possuíam palácios, templos e pirâmides).

d)   ASPECTOS SOCIAIS:
ü  Sociedade hierarquizada.
ü  Cada cidade-Estado tinha uma autoridade máxima, assessorada por nobres e sacerdotes - elite e detinham a posse das terras, morando nas áreas centrais.
ü  Sacerdotes - também eram matemáticos e astrônomos (Faziam previsões de eclipses do Sol e de outros eventos astronômicos com grande precisão).
ü  Artesãos e os trabalhadores livres, a maioria agricultores, que deviam pagar tributos para o governo.
ü  Os camponeses viviam em palhoças nas terras que cultivavam.

Os tributos tinham um significado sagrado. Podiam ser pagos:
I)             Em espécie - parte da produção agrícola
II)            Em forma de mão-de-obra - prestação de certos trabalhos, como o reparo e a construção de estradas.

e)    ASPECTOS CULTURAIS:
Religião Maia:
ü  Religião politeísta;
ü  A religião e a guerra estavam associadas, pois as lutas geralmente visavam fazer prisioneiros para os sacrifícios aos deuses.
ü  Os sacerdotes maias tinham a tarefa de interpretar e fazer um panorama profético sobre o futuro ou passado.
ü  Rituais de purificação - incluia jejum, abstenção sexual e confissão. A purificação era normalmente praticada antes de grandes eventos religiosos.
ü  Acreditavam na existência de três planos principais no cosmo: a Terra, o céu e o submundo.
ü  Sacrifícios humanos - Sacrificavam humanos e animais como forma de renovar ou estabelecer relações com o mundo dos deuses. Esses rituais obedeciam a diversas regras. Normalmente, eram sacrificados pequenos animais, como perus e codornas, mas nas ocasiões muito excepcionais (tais como adesão ao trono, falecimento do monarca, enterro de algum membro da família real ou períodos de seca) aconteciam sacrifícios de humanos. Acredita-se que crianças eram vítimas muitas vezes oferecidas como sacrifícios, porque os maias acreditavam que essas eram mais puras.
ü  Deuses maias - não eram entidades separadas como os deuses gregos. Também não existia a separação entre o bem e o mal e nem a adoração de somente um deus regular, mas sim a adoração de vários deuses conforme a época e situação que melhor se aplicava para aquele deus.

Conhecimento Maia:
Calendário:
ü  Acreditavam na contagem cíclica natural do tempo.
ü  Elaboraram calendários e calcularam a duração do ano estabelecia com exatidão os 365 dias do ano. (Graças aos calendários, os sacerdotes indicavam a época propícia para o preparo do campo, a semeadura e a colheita).

Matemática:
ü  Na matemática, desenvolveram as casas decimais e o valor zero o que possibilitou o desenvolvimento de cálculos astronômicos.
ü  Usavam um sistema de numeração de base 20
 
Grafia dos números maias
Escrita:
ü  Desenvolveram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Combinação de símbolos fonéticos e ideogramas (único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano).
ü  As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX (em sua maioria, partes relacionadas com números, calendário e astronomia), mas os maiores avanços se fizeram nas décadas de 1960 e 1970 e se aceleraram daí em diante de maneira que atualmente a maioria dos textos maias podem ser lidos quase completamente em seus idiomas originais. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, em sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os códices maias logo após a conquista.
 
Glifos maias em estuque no museu de Palenque, no México
Astronomia:
ü  Seus diagramas dos movimentos da Lua e dos planetas se não são iguais, são superiores aos de qualquer outra civilização que tenha trabalhado sem instrumentos óticos.

Arquitetura:
ü  Construíram pirâmides escalonadas, templos e grandes cidades como Chichén Itzá, Tikal e Uxmal.
ü  Um aspecto surpreendente das grandes construções maias é a carência de muitas das tecnologias avançadas que poderiam parecer necessárias a tais construções. Não há notícia do uso de ferramentas de metal, polias ou veículos com rodas
 Tikal, na Guatemala
 
Pirâmide de Chichén Itzá, um dos principais centros do período pós-clássico
Origem da civilização Maia:

ü  3114 a.C - O calendário maia, que se baseia no chamado calendário de contagem longa mesoamericano, começa em uma data equivalente a 11 de agosto de 3114 a.C.
ü  2600 a.C - A ocupação maia em Cuello, no Belize, foram datadas de cerca de 2600 a.C, através da datação por carbono.
ü  1800 a.C. - Primeiros assentamentos claramente maias foram estabelecidos por volta de 1800 a.C. na região de Soconusco, na costa do Pacífico.

O fim da civilização Maia:
A partir do ano 900, os maias abandonaram suas cidades e misturaram-se a outras populações. Os pesquisadores não sabem exatamente por que isso ocorreu, mas é certo que os maias ainda influenciaram a cultura de alguns povos do planalto do México. Aos poucos, porém, a população maia foi se reduzindo e perdendo sua influência cultural, o que levou ao fim da civilização.

REFERÊNCIAS:

AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. Projeto Teláris: história 7° ano. São Paulo: Ática, 1º ed., 2012.

CAPELLARI, Marcos Alexandre; NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes. História: ser protagonista - Volume único. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: SM. 2010.

COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. Volume Único. Ensino Médio. 8ª Ed. São Paulo: Saraiva 2005.

MOZER, Sônia & TELLES, Vera. Descobrindo a História. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

PILETTI, Nelson & PILETTI, Claudico. História & Vida Integrada. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

Projeto Araribá: História – 7° ano. /Obra coletiva/ São Paulo: Editora Moderna, 2010. Editora Responsável: Maria Raquel Apolinário Melani.

Uno: Sistema de Ensino – História – 7° ano. São Paulo: Grupo Santillana, 2011. Editor Responsável: Angélica Pizzutto Pozzani.


VICENTINO, Cláudio. Viver a História: Ensino Fundamental. São Paulo: Ed. Scipione, 2002.