segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tradicionalismo Vs A Modernização

Mesmo em um ritmo lento, há pelo menos um século, o Brasil vem se modernizando a despeito da existência de uma sociedade, que até hoje, preserva certo grau de conservadorismo e tradicionalismo. Um caminho que começou a ser traçado a partir de 1850 até à Primeira Guerra Mundial que combinou um conjunto de transformações que, embora se deflagrasse em um ritmo lento, foram bem reais e minaram o antigo regime.


A maior crise foi a Guerra do Paraguai, de 1865 a 1870, consolidou as forças das cidades, preocupando a sociedade brasileira que não podia ignorá-la. Trouxe ao império uma eventual derrocada a partir da perda da base de apoio de uma de suas principais instituições o exército brasileiro. Um fato de fundamental relevância é que o conflito proporcionou um grande insumo à manufatura de bens de consumo e, antes de seu termino, a ala progressista brasileira composta por industriais passaram a acreditar na potencialidade do mercado interno.


Uma potencial energia foi direcionada para preparar o terreno para uma vigorosa industrialização após 1980. O aumento do comercio de exportação, principalmente de café, estimulou de forma satisfatória a formação de novos centros urbanos e o desenvolvimento comercial e a extinção do tráfico negreiro, em 1850, direcionou capitais em outros ramos da atividade. Tudo isso impulsionou drásticas modificações no âmbito da sociedade tradicional.


Quanto às influências e inovações externas, os brasileiros só aceitavam as que de algum modo fossem úteis às suas necessidades e, deste modo, as idéias liberais fomentavam um atrativo especial pautando o conceito de igualdade. Outros ainda preferiam o positivismo de Conte que entrou em voga após a Guerra do Paraguai, visando um olhar científico e panorâmico do mundo em geral, atacando diretamente o regime tradicional.


Pedro II, este não pode ser confundido com a posição que ocupava. Diferentemente do pai ele foi educado nos ideais iluministas acreditava na liberdade individual, mobilidade social e na expansão comercial; provavelmente o homem mais instruído do Brasil. Não se pode dizer que esteve contra a modernização, mas também não se pode afirmar sua participação efetiva no processo.


As ferrovias trouxeram um vapor a mais à modernização, as ligações entre o Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Santos rompendo com as dificuldades financeiras e com os contrapostos naturais, foi talvez de maior importância que a Guerra do Paraguai. Auxiliando grandemente para o desenvolvimento e a extensão do comercio, mas ainda sim havia obstáculos ao contínuo crescimento das empresas manufatureiras, algumas regiões permaneciam intocadas pelo grandiosismo do Brasil.


O fato é que, o processo de modernização foi de fundamental importância para o rompimento com o tradicionalismo e não se pode negar que a produção cafeeira teve participação preponderante nesse processo assim como as influências externas dos ideais de liberalismo e positivismo que forçavam as modificações no seio da sociedade tradicional.


bibliografia:


GRAHOM, Richard. Grã-Bretanha e o inicio da modernização no Brasil. Brasiliense 1973.

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